“Quem está de fora quer entrar a qualquer custo”, diz Thialu sobre pedido de impugnação de seu mandato

Denuncia oferecida ao MPE, diz que Thialu Guiotti não especificou gastos referentes à contratação de pessoal, jingle e recebimento de fundo partidário equivalente a R$ 60 mil. Para vereador, tese é “ilógica”

O Ministério Público Eleitoral (MPE) recebeu uma denúncia que contesta a prestação de contas da campanha do vereador eleito por Goiânia, Thialu Guiotti (Avante).

A denúncia oferecia ao órgão de fiscalização diz respeito a uma suposta não declaração dos “valores pagos com quem trabalhou no seu comitê eleitoral”. Além disso, também foi contestada a não prestação de contas referente aos gastos com a produção do jingle, bem como o recebimento de um valor superior aos R$ 60 mil do fundo eleitoral, “valor bem superior ao repassado ao demais candidatos”.

Em entrevista ao Jornal Opção, o vereador comentou a iniciativa que culminou no pedido de impugnação do MPE a Justiça Eleitoral. Para ele, a denúncia é tida como “ilógica”.

Thialu argumenta que em nenhum momento foi questionado o não pagamento ou ocultamento dos valores pagos aos trabalhadores de sua campanha política, o questionamento diz respeito, segundo ele, ao fato de não ter sido especificado quem trabalhou em seu comitê.

“Eu não tenho que determinar quem trabalha na rua, quem trabalha internamente, qual a função de quem, o que tenho que fazer é contratar e pagar conforme a legislação. Foi isso que eu fiz”, justificou quanto ao primeiro dos questionamentos.

Quanto aos demais, Guiotti explicou que jamais recebeu o valor de R$ 60 mil citado na denúncia oferecida ao MPE. “E mesmo se tivesse recebido, não haveria nenhum problema. Essa é uma prerrogativa da direção nacional do partido”, argumentou.

Sobre o jingle, disparou: “Já passamos tudo para o nosso advogado, temos um processo rodando e, como a Justiça está de recesso, isso só poderá ser respondido no próximo dia 7 de janeiro”.

Para ele, a chance de prejuízo ao seu mandato é “zero”. “Não tem nenhuma lógica. É a mesma coisa desses tantos partidos que entraram contra o Avante para poder falar sobre a cota de gênero, já foram mais de 12 ações e todas elas foram negadas. O próprio MPGO já pediu o arquivamento desse processo. Na verdade isso é um jogo do poder pelo poder onde quem está fora quer entrar a qualquer custo”, finalizou.

Por Jornal Opção

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