Família faz vaquinha para pagar traslado do corpo de mulher morta na frente do filho de 6 anos, em Goiânia

Parentes viajaram do Amapá até a capital goiana para buscar criança e estimam custo de R$ 12 mil com transporte. Guarda civil é suspeito do crime.

A família de Caroline Conceição do Nascimento, baleada na frente do filho de 6 anos, em Goiânia, está fazendo uma vaquinha para conseguir levar o corpo dela para Macapá, onde os parentes moram. A mãe e o cunhado de Caroline viajaram do Amapá até a capital goiana para buscar o filho dela. O marido da vítima, o guarda civil metropolitano Anderson Gomes Pedro Pupim, padrasto do garoto, é suspeito do crime.

Segundo a família de Caroline, os custos do traslado do corpo e das passagens aéreas para a mãe, cunhado e filho de Caroline devem ficar em torno de R$ 12 mil. Nas redes sociais, uma publicação pedindo ajuda diz: “A macapaense Caroline foi brutalmente assassinada pelo companheiro em Goiânia, enquanto salvava seu filho. A mãe conta com a solidariedade de todos para trazer o corpo de sua filha”.

O guarda civil Anderson Pupim também foi alvejado e ficou internado durante o fim de semana sob custódia em um hospital de Goiânia. Atualmente, ele está preso. O advogado do guarda, Hélio Francisco de Miranda, afirmou que ele tem problemas psiquiátricos e já foi internado várias vezes. Disse ainda que aguarda uma “conclusão real de como os fatos se deram”.

A Polícia Civil informou que as brigas entre o casal eram frequentes, sendo que na última discussão, no dia 1º de dezembro, a vítima chegou a conseguir uma medida protetiva contra o agressor. A avó do menino e mãe de Caroline, a funcionária pública Raimunda Nazaré, diz que a filha não comentava sobre brigas.

“Ela não me falava, fui saber por terceiros. Ficava muito preocupada lá, queria vir e não dava, agora tive que vir só para levar o corpo da minha filha, infelizmente”, lamenta.

 

Caroline Conceição do Nascimento foi morta a tiros na frente do filho, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Facebook

Caroline Conceição do Nascimento foi morta a tiros na frente do filho, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Facebook

Criança está traumatizada

 

Segundo o professor Danilo Gomes Furtado, cunhado da vítima e padrinho do filho dela, o menino não sabe oficialmente que a mãe morreu, mas está muito abalado com tudo que presenciou.

“Ele está muito agitado, não quer ficar sozinho para nada, não está dormindo direito, só adormece quando o cansaço bate, lá para as 5 da manhã”, diz.

 

De acordo com Danilo, o menino está traumatizado e tenta esquecer o que aconteceu. “Ele diz: ‘Minha mãe está arrumando as coisas’”, comenta.

A avó do menino e mãe de Caroline, a funcionária pública Raimunda Nazaré diz que vai cuidar da criança como se fosse a própria filha.

“Vou cuidar do meu neto como se fosse a minha filha, como se ela estivesse perto de mim, com muito amor e carinho. Meu neto vai ficar comigo”, afirma.

 

Anderson Gomes Pedro Pupim e Caroline Conceição do Nascimento, Goiás — Foto: Reprodução/Facebook

Anderson Gomes Pedro Pupim e Caroline Conceição do Nascimento, Goiás — Foto: Reprodução/Facebook

Crime

 

O crime aconteceu na última sexta-feira (1º), no Setor Aruanã III, onde o casal morava. Conforme a ocorrência, durante uma briga, a mulher pegou a arma do companheiro e atirado contra ele. Porém, ele conseguiu retomá-la, atirou e a matou. Antes, porém, a vítima conseguiu jogar o filho pelo muro para o imóvel vizinho. O menino não se feriu.

Em entrevista à TV Anhanguera, uma vizinha, que não quis ser identificada, disse que ela e o marido ouviram os gritos da criança, que foi jogada pelo muro, pela mulher, antes dela morrer.

“O menino gritou vizinha, me ajuda! Ele vai me matar. A gente escutou um terceiro disparo, mas esse disparo foi mais aberto. Foi como se fosse muito próximo. Só que o meu marido já tinha aberto a porta e já tinha pegado o menino que estava no chão lá na área do fundo da minha casa” contou.

Fonte: G1 Goiás
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