Organizador de festa clandestina interditada pela PMDF é servidor do STF

Rodrigo Bresler Antonello é analista judiciário e já esteve envolvido em outros problemas com a Justiça

O responsável pela organização da festa que tinha previsão de durar quatro dias em um hotel fazenda do Gama é servidor do Superior Tribunal Federal (STF). Rodrigo Bresler Antonello é analista judiciário da Coordenadoria de Processos Criminais da Corte e já esteve envolvido em outros problemas com a Justiça.

Nas redes sociais, ele aparece promovendo a Brave Party desde o anúncio do evento, em setembro, até pouco antes do início da festa, no dia 31 de dezembro. Após a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) fecharem o hotel – que contava com cerca de 300 pessoas no segundo dia de comemoração – , no entanto, não houve mais divulgação.

A atitude pode ser explicada por uma possível mudança de local da festa após a interdição da Brave Party. Em uma conversa de WhatsApp obtida pelo Metrópoles, o servidor do STF manda uma mensagem com os dizeres: “E lá vamos nós… Último dia”, dando a entender que a festa teve prosseguimento. Segundo denúncias recebidas pela reportagem, o evento ocorreu em uma chácara de Brazlândia.

Em outras conversas obtidas a partir de um grupo com organizadores do evento, há o anúncio de que a festa não parou, mesmo após a interdição. Um dos participantes questiona: “Normal hoje… pode ir, então?”. E recebe resposta afirmativa: “Sim!!! O line da noite foi para o dia”.

Em outro momento, um dos integrantes do grupo ironiza as reportagens feitas denunciando o evento que descumpriu os decretos vigentes de prevenção à Covid-19. “Queria só ver a cara do jornalista da Metropole (sic) com sucesso Brave”, diz.

Procurado por telefone e mensagens pelo WhastApp, o responsável pelo evento não respondeu à reportagem. O espaço permanece aberto.

Já a Secretaria DF Legal informou que esteve por duas vezes no local, à tarde e à noite, ainda no sábado (2/1), para averiguar o cumprimento das medidas que levaram à interdição do evento. “A pasta constatou, nas duas oportunidades, que todo o equipamento de som, conforme determinado pela fiscalização, ainda na sexta-feira (1°), foi desmontado ficando apenas a estrutura de palco, por necessitar de mão de obra especializada para que fosse desmontada sem colocar em risco à segurança dos presentes”.

Ainda segundo o texto, “um banner com a propaganda do evento foi removido e a direção do hotel alertada para que não usasse qualquer tipo de som, ainda que automotivo”.

Fonte : Metrópoles

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