ENTREVISTA | “Se seguirmos as diretrizes do governador, nós vamos conversar com os deputados e conseguir ampliar essa base numericamente e qualitativamente”

O secretário de Governo, Ernesto Roller, responsável pela articulação política do governo de Goiás, concedeu na semana passada uma entrevista ao Tribuna do Planalto e disse que está trabalhando para reorganizar a base do governo na Assembleia Legislativa (Alego). Com recentes mudanças na Alego, o secretário afirmou que pretende encontrar pontos em comum para que haja consenso entre os deputados e o governador Ronaldo Caiado (DEM). Para o articulador, com o início das novas gestões municipais o governo agora que começa a articulações com os prefeitos. E para Roller, essa relação é essencial para uma boa gestão. “Primeiro de uma atuação republicana e o tratamento equitativo aos agentes públicos do nosso estado. O governador não descriminou nenhum prefeito nestes dois anos, ele governa para todos os goianos”.

Tribuna do Planalto – Como que está a articulação nesse momento? Principalmente na Assembleia Legislativa, pois alguns deputados deixaram a base. Acho que o grande trabalho do senhor agora é pegar esses de volta é aumentar o número de deputados que apoiam o governador Ronaldo Caiado.

Ernesto Roller – Olha, a diretriz que nós temos do governador é sempre trabalhar, dialogar e construir consenso, encontrando pontos comuns para fazer que com que a convergência seja maior do que a divergência, né? E isso permite um alinhamento administrativo e político das pessoas.

Agora, é óbvio que nós tivemos aí algumas saídas da base, mas como disse, estamos sempre abertos ao diálogo. Quando o problema é de natureza política, você consegue com política, com diálogo e com articulação resolver. Claro que quando trata de um problema pessoal, você não consegue. Mas o governador é um homem experimentado, lá na experiência parlamentar e política. Por isso, a determinação dele é de que a gente crie as condições no âmbito da Alego para que o governo viva momentos de êxito na aprovação das matérias de interesse do estado.

Já estamos com uma feliz articulação com a base, com o presidente Lissauer, um grande homem público, presidente da Assembleia Legislativa, e com os líderes da Alego nós formamos as comissões. Conseguimos encontrar nas comissões uma situação muito mais favorável ao governo, melhor do que aquela que nós vivemos em no ano de 2020. Nós tivemos algumas baixas na base e, com isso numericamente, ficamos em desvantagem nas comissões. Mas eu acredito que se seguirmos as diretrizes do governador, nós vamos conversar com os deputados e conseguir ampliar essa base numericamente e qualitativamente”

Qual que é o objetivo agora? Quais esses deputados que o senhor vai procurar o primeiro.

Então, eu vou conversar com aqueles que têm aberto. Mas nós sabemos que têm aqueles que nem o governo tem disposição de conversar e nem eles. Mas nós temos aí um aspecto que eu vou manter em reserva, porque política, eu aprendi que a gente deve falar pouco e trabalhar muito. E quando você fala antes da hora, você compromete esse trabalho, mas eu compreendo o seu interesse, jornalístico de saber. Mas tão logo a gente tem o avançar dessas conversas e vão sendo divulgadas as ações e os resultados.

Os projetos do governo hoje, passariam na assembleia?

Sim, sim. Existem duas coisas, uma é o número da base e, o outro, é a própria responsabilidade os parlamentares. Nós tivemos matérias em que deputados da oposição votaram a favor. É claro que uma ou outra matéria você encontra um ponto de divergência, ou há outras matéria que há politização do tema.

Eu não tenho dúvida de que o governo, mesmo não contando na base com o número superior aquele para a aprovação de uma proposta de emenda à constituição, tem condições de aprovar matérias de seu interesse. Nesse momento teríamos uma pequena dificuldade, mas estamos conversando. Contamos muitas vezes com a responsabilidade de parlamentares que, também, são agentes públicos e agentes políticos e que têm compromisso com a sociedade. Portanto, eu acredito que o governo tem condição de aprovar as matérias.

Hoje o grande problema relacionado a pandemia, claro, tem sido a orientação sanitária que se tem no Estado. O governador tinha um índice muito maior quando se apresentava como sendo médico, com certas medidas de segurança sanitária para população, isso foi um adendo também devido à crise econômica. Que orientação o senhor tem em relação a isso, a essa condução dos problemas relacionados a pandemia nos municípios e ao próprio Estado?

Olha, um ponto importante, vale dizer, que eu estou sem máscara, em virtude do distanciamento e do modelo estabelecido aqui pela equipe da Tribuna, para que nós não tenhamos esse contato. Então, como eu estou aqui sozinho, com mais de metros de distância e essa barreira de proteção.

Agora, a respeito da condução dos problemas, nós temos um conjunto de ações e vidas que são muito afetadas pela pandemia. Por que digo ações e vidas? Quando digo de vida, é que como todos nós sabemos temos aí um vírus não só letal, mas que causa sequelas muito sérias nas pessoas. Nós ainda não sabemos a extensão dessa sequela, qual é o tempo que ela fica, se é de natureza permanente ou transitória, mas o fato é que o inimigo comum de todos é esse vírus.

E quando eu digo de ações, eu digo da atividade econômica do país, que sofre, e não só é no país, nem Goiás, nem os nossos municípios, mas no mundo todo. É uma situação excepcional e, portanto, qual é o grande trabalho que nós todos temos que fazer neste momento? É de conscientização. É preferível você dar às vezes um passo atrás para poder dar dois à frente.

E as vacinas?

Graças a Deus chegou a vacina, mas nós não temos toda a população ficar imunizada. Além disso nós temos novas cepas de vírus que podem – não sou nenhum cientista, mas eu tenho lido estudos, manifestações de profissionais da área – ter uma maior letalidade e maior transmissibilidade, mas não há ainda nenhuma comprovação de que há segurança de que as vacinas já existentes imunizem essas novas cepas.

Então, é um momento de compreensão de toda a sociedade que há a necessidade de ter distanciamento social. Precisa-se diminuir esse contágio por uma razão bastante simples: se nós tivermos toda a população contaminada mesmo tempo não há leito de UTI, não há leito hospitalar pra toda população ao mesmo tempo. Esse é o grande problema!

Nós, não queremos chegar ao momento de vivenciar isso. As estruturas públicas com funcionamento normal não assisti normalmente esse congestionamento em, por exemplo, em cemitérios, como a gente viu ali em Manaus.

Então, não há no país e no mundo nenhuma estrutura pública que suporte a uma grande demanda de contágio. Então, nós temos que ter o menor contágio e, por isso, a necessidade do distanciamento social, da máscara, do fechamento de algumas atividades que geram aglomeração.

Nenhum governante tem o prazer de tomar essas medidas, mas a responsabilidade de um governante está acima de eventuais interesses eleitorais. Governar não é só dizer sim, governar não é só medidas tidas como positivas de boa avaliação. Governar exige responsabilidade, demanda e muitas vezes desgaste. E a história, não estamos falando de livros daqui 100 anos não, nós estamos falando da construção de uma história a curto prazo de de olhar para trás e ver aqueles que lutaram por vidas e aqueles que relegaram a vida a segundo plano.

Nesse cenário, hoje, há a possibilidade de um novo lockdown no Estado? Ou a pressão econômica maior?

Não. Eu digo a você que a pressão que acontece, é a pressão pela vida. Essa é a pressão que deve prevalecer. E aqui em Goiás, com todo o interesse que o senhor governador tem em que a economia goiana seja pujante, vale dizer, existe também uma certa distorção de informações. Porque mesmo na pandemia, mesmo com restrições estabelecidas, ainda no ano passado, nós tivemos o estado de Goiás apresentado números positivos de crescimento econômico. Então, não há essa dicotomia: restrição com estagnação econômica. Existe sem dúvidas um momento de esforço que deve ser comum a todos.

O que posso dizer a você que aqui no estado de Goiás, a nota técnica lançada e apresentada pela Secretaria Estadual de Saúde, ela escalona em três níveis: o nível calamidade, que seria o último, que demandaria uma ação de maior restrição; o nível crítico, como algumas restrições menores do que o nível de calamidade; e o nível inicial, que prevê restrições mais amenas e mais brandas. E isso deve ser trabalhado segundo as regiões.

Então não vamos falar em lockdown no Estado. Nós temos a avaliação periódica dessas regiões e é muito importante que os atores políticos participem. Prefeitos, agentes públicos, não só o Governador. Até porque o Supremo Tribunal Federal determinou uma ação compartilhada, uma responsabilidade compartilhada entre os três entes da federação: município, Estado e União. É importante dizer, quem assistiu a reunião virtual, realizada no último dia 17 de fevereiro, pode ver a manifestação do seu procurador geral de justiça do Estado, inclusive dizendo da responsabilização criminal e por improbidade administrativa daqueles gestores que se omitirem da sua responsabilidade de controle e de combate a essa pandemia.

A respeito da reunião, como está a adesão dos prefeitos em relação as novas diretrizes do Estado?

Olha, eu não tenho estatisticamente esse número, mas tenho visto muitas manifestações e que demonstram que os prefeitos estão preocupados. Eles estão agindo, um ou outro está discutindo com o seu comitê local e com o Ministério Público local também, mas não tenha dúvida de que essa adesão será maciça.

Nessa articulação política, que é função da sua secretaria, ela também engloba a questão federal. Em conversa com uns prefeitos a reclamação deles é que não está chegando vacina para a população e a gente sabe que isso depende muito do Governo Federal. Então, como o Governo do Estado de Goiás está lidando com essa situação com o Governo Federal?

Olha o governador Ronaldo Caiado que trata dessa questão, até pela sua própria característica, ele é médico, ele é governador do Estado, então com essas duas características, uma de formação profissional e a outra de condição política, ele tem feito essa tratativa pessoalmente e tem sido a todo tempo, mesmo sendo integrante da base do Governo Federal.

Foi estabelecido uma parceria com o Governo Federal, e o governador tem sido um forte cobrador da entrega, da aquisição e disponibilização das vacinas pelo Governo Federal. Exatamente para evitar que haja uma bagunça no país.

Como nós assistimos naquele primeiro momento em que ninguém sabia o que fazer. Não havia uma diretriz nacional naquele ponto, foi um momento de troca de ministro, e nós assistimos cada um fazendo uma coisa. Era uma experiência nova e todo mundo, eu acredito, preocupado em defender vidas. Agora o Governador tem feito essa cobrança.

E como tem sido feito para que os municípios menores também recebam essas doses?

No que diz respeito a chegar ao cidadão, a vacina lá no município, a distribuição ela é feita de forma técnica. Quando o Estado recebe um lote de vacinas, ele faz a distribuição de forma técnica dentro de critérios pré-estabelecidos com viés eminentemente técnico. Então, primeiro, os profissionais de saúde que estão na linha de frente. Aí agora nós já estamos assistindo o momento de vacinar aqueles acima de oitenta e cinco anos, daqui a pouco com esse novo lote de oitenta anos acima.

Então, com esses critérios o governo está garantindo a distribuição a todos os municípios do nosso estado a medida em que é disponibilizada as vacinas pelo governo federal, que é quem faz a aquisição dentro do plano nacional de imunização.

Agora que começa as novas administrações dos prefeitos. Como será esse trabalho de articulação da secretaria de governo com os novos prefeitos para formar essa base para 2022?

A determinação do governo é exatamente essa: primeiro de uma atuação republicana e o tratamento equitativo aos agentes públicos do nosso estado. O governador não descriminou nenhum prefeito nestes dois anos, ele governa para todos os goianos.

Agora sobre o aspecto político nós demos uma guinada política no nosso estado, nós tivemos 20 anos de hegemonia de um grupo político, de um partido político que foi rechaçado pela população na última eleição. E agora com a força pessoal e política do governador Ronaldo Caiado nós temos um crescimento nesse número de apoiadores do democratas, da base do governo dentro dos diversos partidos que são parceiros integrantes. E o nosso trabalho é exatamente esse, garantiram apoio político. E aí as pessoas podem imaginar “e para questões eleitorais?”, a questão eleitoral será discutida somente em 2022.

E como se dá esse trabalho de governar?

Governar é diferente de ser dono de uma empresa. Na sua empresa, observada a legislação, você pode imprimir as mudanças que são da sua convicção. No ambiente público, você precisa de articulação política, você precisa de apoio político, você precisa de força política, para você poder fazer as modificações administrativas, que são demandadas pelo seu plano de governo, sobre conjunto de realizações. Então, em política, em governo é preciso construir força, política e apoio político para poder fazer as modificações que são necessárias no dia a dia da vida do governo.

Quais os tipos de investimentos estão sendo feitos nos municípios goianos?

Olha, essa questão é muito importante, a pandemia ao meu sentir, chamou a atenção de todo o cidadão brasileiro e do mundo e as vezes nós não percebemos as mudanças que foram feitas. E por uma característica do governador Ronaldo Caiado de não gastar tubos de dinheiro com publicidades, especialmente com publicidade enganosa. Essa é uma característica que o governador Ronaldo Caiado não tem. Ele não trata aquilo que não será cumprindo, não promete aquilo que não será cumprido. É um governo que só anuncia algo quando a coisa está efetivamente pronta para ser entregue ao cidadão.

Bom, nesse ponto posso dizer que há uma revolução na vida do cidadão goiano. Eu fui prefeito da minha cidade Formosa, deputado estadual por três mandatos e uma das maiores angústia que eu vivi enquanto deputado e, também, como prefeito, é que o cidadão tinha que sair de Formosa andar 300 KM para chegar em Goiânia para fazer um exame aí ele voltava para a cidade e ficava esperando uma vaga para fazer cirurgia. Se precisasse de uma UTI tinha que ficar em Goiânia. E o que que o governador Ronaldo Caiado fez, e já começou no primeiro mandato, um pouco antes da pandemia? Ele estadualizou o hospital municipal de Formosa, que a prefeitura não tem a menor condição de custear. Estadualizou e no projeto, a criação de leitos de UTI e inclusive de UTI’s neonatal.

Ele transformou a vida do cidadão do nordeste goiano quando abriu uma policlínica em Posse. Isso evita que o cidadão tenha que sair lá de Posse, de São Domingos, de Iaciara, de Divinópolis, de Guarani… de toda aquela região que a pessoa andava as vezes 700 KM para fazer um exame.

Isso é o fim da ambulância-terapia?

É o meio e o grande passo para acabar com essa ambulância-terapia. Mas claro que nós sabemos que existe especialidades que são estratégicas. Mas você consegue com a instalação de um leito, por exemplo, de quando estadualizou o hospital de Formosa, veio a pandemia, instalou lá dez leitos destinados a Covid, boa parte dos problemas podem ser resolvidos por lá. Isso vai evitar o congestionamento do setor de saúde da capital. Isso vai evitar essa ambulância-terapia, isso vai permitir que o cidadão tenha.

Eu digo com muito orgulho, eu deixei de ser prefeito e muitos da minha cidade questionam isso, mas eu digo com muito orgulho que valeu a pena ter deixado a Prefeitura, porque uma das reivindicações que apresentei ao governador, para que eu pudesse fazer isso, para que eu viesse para o governo, era exatamente alcançar esse objetivo. Você imagina uma cidade como Formosa, é a nona maior do estado e população com 177 de emancipação política nunca teve um leito de UTI. Foi no nosso governo, foi nessa ação conjunta. Graças a determinação do atual governo. E digo esses leitos, se Deus quiser e com a graça de Deus, esses leitos permanecerão.

E aí, outras situações, como está de Formosa, eu posso dizer é a do hospital de Jataí, a da abertura de leitos de UTI em São Luis de Montes Belos e em Porangatu. Em Luziânia, também, estadualizou o hospital. Então, nós temos o trabalho do governo fazendo com que a saúde esteja a solução do seu problema de saúde, que a saúde esteja mais perto do cidadão.

E os investimentos do governo, além da saúde?

Esses investimentos [em saúde] são altos. Se for olhar, nada em saúde é barato. Mas, além disso, o governo programa, programou-se e é importante fazer aqui um parênteses, o governador Ronaldo Caiado recebeu o Estado em situação de calamidade financeira. Nós tínhamos um de quase 6 bilhões de reais, sendo uma folha e meia atrasada. Governador, o Caiado, com a sua, com a sua retidão de propósito, com a sua correção, o trato da coisa pública, ele conseguiu promover ajustes que permitiram que ele quitasse no ano de 2019, as treze folhas de 2019. Com os doze salários e mais o décimo terceiro e a lei, o salário de dezembro e metade do salário de novembro de 2018 que foi deixado em aberto pelo Governo passado.

Então, isso demonstra o compromisso que o Governador trouxe para o pagamento dentro do mês. Reorganizou, está fazendo um fortíssimo trabalho de reorganização das finanças públicas pra ter condições de o estado promover investimentos e que serão lançados em breve o trabalho através da Goinfra, o trabalho através das estruturas do poder público do nosso que está sendo feito exatamente pra atender o cidadão, é claro, tamos agora no período chuvoso, mas o Governador tenta em breve, deve anunciar aí um pacote de realizações no nosso estado, nesse campo de obras.

Mas, digo a você que as mudanças paradigmáticas para mim são muito importantes. Essa da interiorização dos aparelhos públicos de saúde, da melhoria, da condição de licenciamento, por exemplo, na área ambiental, um outro gargalo, especialmente conquistado que vive e respira na sua economia com mais de 60% da economia goiana, vindo do agronegócio.

Inclusive já tivemos na semana passada o lançamento da Safra, abertura da colheita? Qual é o impacto que o 5G vai trazer para essa área?

O 5G trás um impacto não somente para essa área, mas para todos. Nós tamo falando, segundo estudo que eu vi, 200 vezes mais rápido do que o 4G. Então, é uma coisa gigantesca. Revoluciona as relações comerciais. Até as relações interpessoais.

A primeira parcela da dívida com o governo federal ainda não foi paga. Como está a negociação dessa dívida do Governo de Goiás com a União?

O governador Ronaldo Caiado conseguiu junto ao supremo tribunal federal uma liminar permitindo que o estado não fizesse esse pagamento. Para que encontre uma fórmula que seja menos danosa ao estado. As taxas de juros assinada pelo Estado de Goiás na contratação desses empréstimos no passado elas são absolutamente extorsivas e são impagáveis.

Então o governador conseguiu essa liminar ouve agora a votação do Plano Mansueto, plano de equilíbrio financeiro dos Estados. E o governo trabalha para que haja a solução desse problema a fim de que o estado possa pagar a sua dívida, mas pagar em condições que não custe a capacidade de investimento e a entrega do benefício do serviço público de qualidade ao cidadão goiano. Era o que estava acontecendo, o estado pagava juros extorsivos, uma parcela mensal que já vinha descontada na fonte, com um absurdo de prejuízo para o cidadão goiano.

O senhor não acha que se deixar essa dívida para o final do governo, ela não pode comprometer a reeleição do governador?  

Eu acredito que não. São coisas muito claras, o país dependia da aprovação dessa matéria no congresso nacional, e essa aprovação se deu no final de dezembro de 2020. E agora essa etapa, o governador, tem todo o interesse de fazê-la rápido, mas há um tempo do Governo Federal, da STN e do congresso nacional. Mas não vejo prejuízo, porque renegociando tudo o estado voltará a pagar a dívida, em condições que não vão custar tanto esforço da população goiana. Porque afinal das contas, não esqueçamos, o dinheiro é do cidadão, que quem é que paga a conta. Paga a conta das irresponsáveis gestões e colhe os louros das boas e responsáveis gestões.

Como que está a sua situação? Você esteve com pé na Assembleia, um pé no TCE e agora firmou mesmo na Secretária de Governo?

Eu vi muita manifestação, cada hora me colocavam em um lugar. Mas a conversa que tive com o senhor governador ele me pediu para que eu continuasse na Secretária de Governo dando os instrumentos necessários e com a minha responsabilidade que é própria que respondo ao governador nessas articulações, sabendo qual é o limite que posso ir. Mas o governador me pediu para ajudar nesse novo momento, nessa nova etapa que é segunda metade do governo. E eu estou a disposição como sempre estive. O meu interesse é contribuir para a solução daquilo que me compete, dos problemas do governo. A fim do projeto por nós defendido, nós que rompemos com o candidato do MDB, partido a qual pertencíamos, pois somos um grupo, de que esse projeto dê certo. Não apenas nas urnas, mas demonstre sua eficácia e eficiência.

 

Por Tribuna do Planalto

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