Grupo é preso suspeito de usar drones para jogar drogas e armas para detentos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

A Polícia Militar e a Polícia Penal de Goiás prenderam um grupo suspeito de usar drones para repassar armas e drogas para detentos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo os policiais, os drones sobrevoavam o presídio e lançavam os objetos no pátio durante o banho de sol. Um vídeo mostra o momento que um dos pacotes é jogado.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelas autoridades policiais. Portanto, o G1 não conseguiu localizar a defesa deles para que se pronunciasse sobre o caso.

Os quatro suspeitos – um homem de 33 anos, dois homens de 29 e uma mulher de 44 – foram presos no último fim de semana, depois que os policiais conseguiram localizar o carro que havia sido flagrado, no sábado (27), nas imediações do presídio durante o momento que um dos objetos foi lançado.

“Conseguimos abordar um veículo suspeito. Esse veículo estava sendo conduzido pelo piloto da aeronave não tripulada [drone], que arremessava objetos ilícitos para dentro da penitenciária”, afirmou o policial penal Marcelo Tumero.

De acordo com a polícia, a mulher é mãe de um detento de 22 anos, que cumpre pena por tráfico de drogas na Casa de Prisão Provisória (CPP). Segundo o Major Paulo Henrique Ribeiro, comandante do Graer, todos eles são integrantes de uma organização criminosa que já estava sendo investigada desde novembro de 2020.

“Um dos suspeitos ganhava para fazer esse transporte. Como se ele fosse copiloto do drone. Ele ganhava em médica R$ 1 mil para cada transporte que ele fazia. Toda articulação criminosa, cada um tem a sua função. Um era o copiloto, o outro guardava droga, o outro arrumava as armas. Todos tinham uma função a modo de fornecer todo esse material para o presídio”, disse.

De acordo com a polícia, com o grupo foram apreendidos, além dos drones, um carro, arma de fogo, facas, drogas, celulares e outros equipamentos utilizados durante os arremessos.

Os quatro suspeitos foram encaminhados à delegacia de Aparecida de Goiânia e devem responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Como os nomes dos investigados não foram divulgados, o G1 não conseguiu checar junto ao Poder Judiciário se eles seguem detidos até esta segunda-feira (1º).

Fonte: G1 Goiás
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