“A população precisa entender que não adianta ter só leitos”, afirma Flúvia

Após anúncio dos governos federal, estadual e municipal sobre a corrida para conseguir leitos, principalmente de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), a superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, afirmou, em entrevista nesta quarta-feira (3/3), que “a população precisa entender que não adianta só leitos, inclusive há um momento em que não conseguimos abrir mais, por que não há recursos humanos suficientes”.

O desabafo vem após o número recorde de mortes registradas em Goiás e no Brasil, respectivamente, 169 e 1.910, ambas as maiores desde o início da pandemia. Em outras entrevistas, tanto Flúvia, quanto o governador Ronaldo Caiado e o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, afirmaram que a nova segunda está mais forte por conta das variantes da Covid-19, mais transmissivas.

“É necessário ressaltar a todos moradores de Goiânia que somente a abertura de novos leitos de UTIs não resolverá o problema da pandemia na cidade”, frisou o Rogério Cruz, ao acrescentar a importância da conscientização das pessoas nesse momento tão sério. “Nunca é tarde lembrar que essa segunda onda está muito forte e temos que nos cuidar sempre quanto ao uso de máscaras, lavar frequentemente as mãos, usar o álcool em gel, além de respeitar o distanciamento social e somente sair de casa se for mesmo necessário”, alertou. 

Em visita ao Hospital das Clínicas (HC) na manhã desta quarta-feira (3), o prefeito de Goiânia anunciou a implantação de novos 100 leitos para tratamento da Covid-19, sendo 50 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e outros 50 de enfermaria. A estrutura já está sendo montada e será disponibilizada aos pacientes da capital a partir da próxima segunda-feira (8/3) de forma gradativa, conforme demanda.

De acordo Cruz, o convênio é assinado entre a Prefeitura de Goiânia e a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc) da Universidade Federal de Goiás (UFG) e visa disponibilizar além dos leitos, os profissionais que vão atuar na unidade de saúde. “Com esse convênio, estamos trazendo mais condições de segurança à população de Goiânia no que diz respeito ao enfrentamento da Covid-19”, citou o prefeito durante coletiva de imprensa e após reunião com os dirigentes da UFG, Fundahc e HC.

Aos jornalistas, Rogério Cruz disse que desde quando assumiu a administração municipal, em 1º de janeiro, não deixou trabalhar em prol do enfrentamento do coronavírus. “Estamos trabalhando muito e não vamos deixar de atender à população. Para se ter uma ideia, desde que assumi, aumentamos de 136 para 248 leitos de UTI e de 110 para 159 leitos de enfermaria”, enumerou o prefeito, ao acrescentar que hoje são mais 50 de UTI e 50 de enfermaria.

Governo estadual e federal

Nos últimos dias também houve anuncio do Governo de Goiás e do Governo Federal em relação a mais leitos. O governador Ronaldo Caiado, nos primeiros dias março, vistoriou o Hospital de Enfrentamento à Covid-19 do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, e de estruturas em Ceres, Iporá, Jataí e Quirinópolis, que vão liberar 186 leitos (68 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e 118 enfermaria), fazendo com que a rede do Estado atinja a marca de 1.084 leitos criados e dedicados para os casos de coronavírus.

Ao todo, a rede de saúde estadual dispõe atualmente de 742 leitos de UTIs, instalados em 30 unidades de saúde, para diversos perfis de internação. A distribuição atende todas as cinco macrorregiões de saúde de Goiás, com localização em 20 municípios goianos. Destas vagas em unidades de terapia intensiva, 407 são exclusivas para casos de Covid-19.

Já o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, autorizou o financiamento de 146 Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) também exclusivas para pacientes da Covid-19 em Goiás. Ao todo, nove municípios goianos serão beneficiados com a medida, que consta em portaria publicada nessa terça- feira (2), em edição extra do Diário Oficial da União, assinada pelo ministro Eduardo Pazuello. O financiamento proposto pela pasta liberou R$ 153,64 milhões para a custeamento de 3.200 leitos em 150 municípios do Brasil, dividido em 22 Estados. Em Goiás, o investimento será de R$ 6,6 milhões. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Hoje

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