Prefeitura negocia 600 mil doses da Sputinik V para “aplicação aos goianienses”

O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, visitou na manhã desta quinta-feira (4), a fábrica da Sputinik V, no Brasil. A produção da vacina russa contra a Covid-19, é realizada no laboratório da União Química, em Brasília.

O encontro, de acordo com o prefeito, serviu para iniciar as negociações para a possível compra inicial de 600 mil doses do imunizante para o grupo prioritário acima de 60 anos, em Goiânia. “É com muita honra que recebi este convite e não poderia deixar de estar aqui para, além de conhecer a produção da Sputinik V, já iniciar as negociações de doses da vacina para Goiânia”, declarou.

A produção da empresa ocorre no Brasil em fase piloto e a fabricação em larga escala depende da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, de acordo com Rogério Cruz, a empresa deve concluir, na próxima semana, a produção de 4,5 mil doses, que serão enviadas à Rússia para certificar a qualidade e eficácia dos imunizantes.

“A partir desta validação, a empresa brasileira começará a produzir as vacinas em larga escala e aí abre a possibilidade da nossa aquisição e aí sim vamos poder ampliar a vacinação do grupo de risco da nossa capital”, pontuou o chefe do executivo municipal.

Segundo o diretor de Negócios Internacionais da empresa, Rogério Rosso, a iniciativa é “inédita no País” e a empresa atua, atualmente, na terceira fase para a produção de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) no Brasil e, após a autorização da Anvisa poderá produzir até dezembro 150 milhões de doses.

“É com muita alegria que recebemos aqui o prefeito Rogério Cruz. O primeiro prefeito a nos visitar e iniciar as conversações para aquisições de imunizantes para o povo de Goiânia. Aqui, mostramos os nossos laboratórios e deixamos claro que existe o Plano Nacional de Vacinação e a necessidade de todo povo brasileiro ser vacinado de forma igual, porém a participação das prefeituras é fundamental. Estamos torcendo para que tudo dê certo”, ressaltou.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Diário de Goiás

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