Ocupação total de leitos UTI atinge 101% em Goiás

Demanda por leitos da rede privada atinge 104% e bate recorde de lotação.

Pela primeira vez desde o início da pandemia, a ocupação de leitos de UTI destinadas à Covid-19 ultrapassa os 101% na rede pública e privada em Goiás. Ou seja, demanda por vagas já está acima da capacidade de operação do Estado. Quando o número de internados supera o total de leitos de UTI, os hospitais precisam remanejar recursos para dar conta da demanda elevada. Os dados foram coletados às 11h30 desta terça-feira (9).

A plataforma disponibilizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) mostra que o número de pacientes confirmados ou suspeitos de estarem infectados pelo novo coronavírus que possuem necessidade de terapia intensiva é de 1.060, mas a quantidade de leitos é de 1.048.

Se forem considerados os dados da rede privada, a ocupação chega a 104%. Sendo que a demanda de pacientes é de 157 e a quantidade de leitos de UTI chega a 150.

 

 

Já a rede pública estadual, conta com 97,72% de ocupação, sendo que 404 estão ocupados e 10 estão disponíveis. Há uma vaga no Hospital Municipal de Senador Canedo, um no Hospital e Maternidade Dr. Evaristo de Mineiros, duas no Hospital Municipal Modesto de Carvalho, em Itumbiara e uma na Santa Casa de Catalão. Já Goiânia tem dois leitos no Hugol, outros dois no Hospital de Doenças Tropicais (HDT) é uma no HCamp.

O presidente da Associação dos Hospitais Particulares de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou, agendou uma entrevista para esta tarde para comentar o assunto.

Em nota, a SES-GO informou que a  situação da rede privada de saúde é importante para a avaliação do sistema de saúde como um todo e o consequente planejamento das medidas necessárias para o bom atendimento na rede pública. Entretanto, a SES-GO não tem gestão sobre os leitos dos hospitais particulares, que possuem um processo regulatório próprio.

“O Estado recebe solicitações para internação em enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de todos os municípios goianos, mas para isso o paciente deve estar sendo atendido em uma unidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda não há, a nível estadual, uma regulação única entre redes pública, privada e conveniada”, comunicou a pasta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Mais Goiás

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