Representantes e trabalhadores de bares e restaurantes manifestam em frente à Prefeitura de Goiânia

Trabalhadores e empresários do setor de alimentação fora do lar realizam manifestação, nesta quarta-feira (10/03), às 9h, em frente ao Paço Municipal em Goiânia. Eles afirmam à prefeitura que estão prontos para discutir a volta das atividades de bares e restaurantes na capital, com uma retomada responsável com toda segurança exigida para prevenção a Covid-19.

Desde o dia 1º de março os estabelecimentos estão fechados, atendendo o decreto. Mas as últimas medidas anunciadas pela prefeitura só liberaram as vendas por delivery. Com essas novas restrições, o setor de alimentação fora do lar passa por um dos seus piores momentos desde o início da pandemia.

“Ficamos mais de sete meses afastados do trabalho e não recebemos nenhum auxílio do governo do estado e nem da prefeitura de Goiânia. Agora, novamente estamos sofrendo um novo golpe e já perdemos mais de seis mil postos de trabalho. Não vamos ficar calados, vamos lutar pelos nossos direitos”, conta o presidente do Sindicato Intermunicipal dos Empregados No Comércio Hoteleiro No Estado de Goiás (Sechseg), Marlos Luz. O presidente reforça ainda que bares e restaurantes seguem rígidos protocolos sanitários e é injusto apenas esse segmento ser culpado e penalizado.

“Entendemos que é um momento crítico que estamos vivendo em relação a pandemia. Mas nós queremos ter condições de continuar com nossas vendas”, afirma o presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes de Goiânia (Sindibares), Newton Pereira. Ele explica ainda que é contraditório a prefeitura restringir as pessoas de buscarem suas comidas no local ou mesmo o drive-thru (que são atividades que não geram aglomerações) e ao mesmo tempo liberar celebrações religiosas.

Bares e restaurantes seguem protocolos rígidos de prevenção a Covid-19 e são um dos mais afetados economicamente desde o início da pandemia ano passado. Os restaurantes são lugares seguros e podem reabrir com segurança. “Estamos prontos para trabalhar com segurança e responsabilidade”, destaca Newton.

Para Fernando Machado, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Goiás (Abrasel), com as novas restrições os restaurantes vão entrar em colapso, já que não tem nenhuma contrapartida dos governos, como isenção de impostos ou algo nesse sentido. Ele explica que nos últimos dias muitos restaurantes em Goiânia já tiveram que fechar as portas, porque não conseguem arcar com custos.

O Sindibares juntamente com Sechseg (sindicato que representa os trabalhadores) elaborou uma Convenção Coletiva Emergencial para garantir alguns direitos nesse momento de crise e tentar amenizar os impactos. Mesmo assim, nas últimas semanas seis mil colaboradores tiveram que ser demitidos. Muitos estão em férias, mas se as restrições continuarem até o fim deste mês, este número deverá ultrapassar a marca de 10 mil demissões.

As entidades que estão participando da manifestação estão com uma lista de reivindicações e propostas para a prefeitura, para pelo menos tentar amenizar esse momento crítico para o setor.  Tanto empresários quanto trabalhadores só querem o direito de trabalhar com segurança.

REIVINDICAÇÕES:

  • Liberar para que os clientes possam buscar seus pedidos nos restaurantes, voltando assim com take-out e drive-thu;

  • Liberar a reabertura de bares e restaurantes seguindo protocolos de segurança, conforme momento oportuno;

  • Proibir filas de esperas em bares e restaurantes.

 AS ENTIDADES PROPÕEM PARA PREFEITURA ALGUMAS AÇÕES:

  • Aumentar a fiscalização;
  • Criar um canal (um disque-denúncia) onde próprios donos de bares e restaurantes possam denunciar outros que não estão seguindo os protocolos;

  • Ajuda com isenção de impostos ou algum outro incentivo por parte dos governos para o setor de alimentação fora do lar. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Hoje

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