Risco de alergias às vacinas de nova geração é baixo, aponta estudo

Um levantamento de dados à respeito da segurança das vacinas contra a Covid-19 feitas com a tecnologia mRNA mostrou que a chance de reações alérgicas após o uso das fórmulas é baixo. O estudo, conduzido pelo Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, avaliou informações a respeito da imunização de cerca de 50 mil funcionários do grupo médico.

No conjunto de 52.805 pessoas imunizadas, cerca de 4 mil já apresentavam alergia significativa a alimentos e/ou medicamentos. Ainda assim, somente 2% do total de participantes afirmou ter experimentado alguma reação alérgica após ter recebido a primeira dose da vacina. A anafilaxia – reação alérgica forte que envolve risco de vida – ocorreu a uma taxa de 2,47 por 10 mil indivíduos, ou 0,0247%.

A tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) é utilizada nas vacinas desenvolvidas pela farmacêuticas Moderna e Pfizer/BioNTech. Ao contrário dos imunizantes tradicionais, que contêm o vírus atenuado ou inativo, esse tipo de medicamento carrega o código genético do vírus. É lá que estão as informações e “instruções” para ajudar o sistema imunológico a sintetizar as proteínas que combaterão o invasor no organismo.

A tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) é utilizada nas vacinas desenvolvidas pela farmacêuticas Moderna e Pfizer/BioNTech. Ao contrário dos imunizantes tradicionais, que contêm o vírus atenuado ou inativo, esse tipo de medicamento carrega o código genético do vírus. É lá que estão as informações e “instruções” para ajudar o sistema imunológico a sintetizar as proteínas que combaterão o invasor no organismo.

De acordo com Kimberly Blumenthal, codiretora do Programa de Epidemiologia Clínica da Divisão de Reumatologia, Alergia e Imunologia do Massachusetts General Hospital e principal autora da pesquisa, as taxas apresentadas foram equivalentes às reações anafiláticas de antibióticos comuns. Os resultados foram publicados no Journal of the American Medical Association.

“As vacinas de mRNA contra a Covid-19 são as primeiras de seu tipo e têm notável eficácia e segurança em todas as populações. É fundamental ter informações precisas sobre as reações alérgicas a essas vacinas, não apenas para nossa situação atual mas também porque esta nova plataforma de vacina é importante para futuras respostas à pandemia “, reforçou a pesquisadora.

No trabalho, a equipe concluiu que as taxas de efeito colateral são “excessivamente baixas” e os imunizantes “fornecem garantias [de segurança] para os indivíduos com histórico de alergia alimentar ou medicamentosa”.

Outro ponto relevante da pesquisa, de acordo com Paige Wickner, coautora sênior do estudo e diretora médica do Departamento de Qualidade e Segurança do Hospital Brigham and Women’s, foi o fato de que todos os casos de anafilaxia identificados no trabalho se recuperaram. Não houve qualquer situação de choque anafilático e nenhum paciente precisou de tubo de respiração, mesmo que temporariamente.

Fonte: Metrópoles

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