José Nelto afirma que Distritão será aprovado já para a disputa de 2022

O deputado federal do Podemos diz que a relatoria da comissão do Distritão é presidida pela parlamentar Renata Abreu

Deputado federal José Nelto: de olho em 2022| Foto: Jornal Opção

Há um problema político que atormenta e até provoca deprê em vários políticos, sobretudo deputados federais. O fim das coligações partidárias pode contribuir para impedir a volta de alguns deputados à Câmara em 2022. Os deputados federais Magda Mofatto (PL), José Nelto (Podemos), Professor Alcides Ribeiro (Progressistas), Lucas Vergílio (Solidariedade), entre outros, correm o risco de obterem uma excelente votação e, mesmo assim, não voltarem para Brasília.

José Nelto afirma que não quer sair do Podemos. “Só saio do Podemos se o Distritão não for aprovado”, disse o parlamentar ao Jornal Opção no sábado, 13. O deputado federal Zacharias Calil (Democratas), que se elegeu em 2018 sem precisar de coligação, afirma que torce pela aprovação do Distritão. “Porque prestigia aquele que é mais votado. Percebo que Magda Mofatto, Lucas Vergílio, José Nelto e Rubens Otoni querem a aprovação do Distritão”, diz.

Renata Abreu e Álvaro Dias: luta pela aprovação do Distritão | Foto: Divulgação

Pelo Distritão são eleitos os candidatos mais bem votados. O Estado de Goiás tem 17 deputados federais.

“Estou conversando com líderes de todos os partidos e posso afiançar que o Distritão poderá ser aprovado ainda neste semestre. Como se sabe, para valer para a próxima eleição, terá de ser aprovado e sancionado até 3 de outubro de 2021. Mas tenho certeza de que será aprovado antes, porque quase todos os deputados são favoráveis ao projeto”, assinala José Nelto.

Zacharias Calil, deputado federal pelo partido Democratas: “Distritão favorece quem tem mais votos” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

“Já há uma comissão e a deputada Renata Abreu, do Podemos, é a relatora. Vamos trabalhar, para que não haja risco, para aprovar o Distritão neste semestre. Agora, é preciso atentar para um detalhe: o Distritão beneficia os mais votados, valorizando os políticos, mas enfraquece os partidos. A coligação partidária, que foi extinta, fortalecia os partidos”, postula José Nelto. “Mas, sem as coligações partidárias, a saída racional é a aprovação do Distritão.”

Fonte: Metrópoles 

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