Novo decreto começa a valer hoje em Goiânia

Entra em vigência hoje (15), o novo decreto que prorroga por mais quatorze dias as medidas para conter o avanço da Covid-19 na Capital. Assinado no sábado (13) pelo Prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, e anunciado pelo procurador-geral municipal, Antônio Flávio de Oliveira, o documento altera o decreto do dia 27 de fevereiro e traz algumas mudanças, como a volta do sistema Drive-Thru e a proibição de aulas presenciais durante as duas próximas semanas em Goiânia.De acordo com o documento, o aumento sustentado do número de casos e de óbitos confirmados e o aumento das solicitações de internação e das taxas de ocupação de leitos hospitalares levaram à necessidade de estabelecer novas medidas sanitárias para a contenção da elevação do número de casos e a consequente redução dos indicadores técnicos referentes à transmissibilidade do vírus e de internações na rede pública e privada. Goiás chegou, ontem, a 434.129 casos confirmados de Covid-19, sendo 9.581 óbitos. Em Goiânia, são 121.315 casos com o registro de 2.960 mortes. No sábado (13), a taxa de ocupação dos leitos de UTI na rede municipal chegou a 100%.

Mudanças

Entre as novas medidas, está que, a partir de agora, supermercados e congêneres, não se incluindo lojas de conveniência, terão permitidas a venda exclusivamente de alimentos, bebidas, produtos de higiene, saúde e limpeza, ficando expressamente vedado o consumo de gêneros alimentícios e bebidas no local, bem como o acesso simultâneo de mais de uma pessoa da mesma família, exceto nos casos em que necessário acompanhamento especial.Já no caso de hotéis, pousadas e correlatos, deverá ser respeitado o limite de 65% da capacidade de acomodação, ficando autorizado o uso de restaurantes exclusivamente para os hóspedes. Restaurantes e lanchonetes funcionarão exclusivamente nas modalidades delivery, drive-thru e pegue/leve. Ônibus do transporte coletivo só poderão transitar com todos os passageiros sentados e ferragistas, bem como lojas de material de construção deverão fechar.Na educação, escolas e estabelecimentos privados de ensino regular nas etapas infantil, fundamental e médio têm aulas presenciais proibidas. Já os templos religiosos só poderão oferecer atendimentos individualizados previamente agendados, sendo vedada a realização de missas, cultos, celebrações e reuniões coletivas similares, salvo no caso de celebrações para público não-presencial, por meio de transmissão por mídias sociais ou televisivas.Segundo o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, chegamos no pior momento da pandemia em nosso país. “Para salvar a vida de quem amamos, precisamos fazer sacrifícios. É um esforço conjunto nosso com o governo do Estado, Municípios da Região Metropolitana, Ministério Público e outras instituições com o objetivo de salvar vidas.”, afirmou.De acordo com o prefeito, a partir de hoje a fiscalização será intensificada. “Vamos apertar o cerco. Em 10 dias nossas equipes fizeram mais de sete mil abordagens, 832 notificações e fechamento de 440 estabelecimentos que funcionavam irregularmente. A partir de segunda-feira o trabalho será intensificado. Só tem um jeito de voltarmos rápido à normalidade: obedecendo o decreto e evitando ao máximo sair de casa pelos próximos dias”, ressaltou.

Aparecida descoordena ações na Região Metropolitana

Também começa a vigorar hoje (15) em Aparecida de Goiânia, a nova portaria com medidas para conter o avanço da Covid-19 no município. No entanto, diferentemente da Capital, a cidade vai adotar o modelo de isolamento social intermitente por escalonamento regional. A portaria com os detalhes de divisão das macrozonas, bairros e o que pode e não pode funcionar na cidade foi publicada na manhã de ontem (14).Aparecida de Goiânia foi dividida em 10 macrorregiões: Jardim Alto Paraíso, Vila Brasília, Buriti Sereno, Expansul, Papillon Park, Santa Luzia, Zona da Mata, Centro, Cidade Livre e Garavelo. A situação epidemiológica do município foi separada em quatro cenários – verde, amarelo, laranja e vermelho, que variam conforme a quantidade de casos e ocupação de hospitais.Segundo a Prefeitura da cidade, a decisão pela retomada do escalonamento regional, que havia sido adotado entre os meses de junho e agosto de 2020 e obteve a adesão de 98% da população, foi tomada após avaliação do cenário epidemiológico da cidade 14 dias depois da suspensão das atividades econômicas não-essenciais iniciada em 1° de março.Apesar de optar pelo escalonamento, Aparecida também registra altas taxas de ocupação de leitos de UTI no município. No sábado (13), a taxa de ocupação de leitos de UTI para tratamento da doença na rede pública de saúde estava em 97%. A cidade registra até o momento 52,366 casos confirmados de Covid-19, sendo 783 óbitos. (Especial para O Hoje)

 

 

 

 

Fonte: O Hoje

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