Autora do gol do título da Libertadores e capitã da Ferroviária, Aline Milene exalta união

Por Redação do ge — Buenos Aires, Argentina

Aline Milene abraça companheiras após anotar o que acabou sendo o gol do título da Libertadores — Foto: REUTERS/Juan Ignacio Roncoroni

Aline Milene abraça companheiras após anotar o que acabou sendo o gol do título da Libertadores — Foto: REUTERS/Juan Ignacio Roncoroni

Capitã da Ferroviária e batedora do pênalti que deu o título da Copa Libertadores às Guerreiras Grenás, Aline Milene exaltou a união das jogadoras ao longo da competição. Após início ruim na fase de grupos, a “parceria” das atletas foi fundamental para manter o time de Araraquara vivo.

Com apenas um gol na competição, justo o do título, Aline parecia ter tudo premeditado. Isso se reforça ainda mais com o discurso da camisa dez, que disse que a conquista da América já era esperada, e ofereceu o triunfo a Araraquara.

– Um título que a gente esperava. Nós trabalhamos para chegar às finais e ganhar títulos. Felizmente estamos aqui hoje e conseguimos terminar esse trabalho com a conquista do título para Araraquara. Nós sempre estávamos unidas, sempre com o mesmo propósito para chegar onde chegamos – relatou.

O gol da atacante foi o decisivo na campanha afeana, mas outras atletas também se destacaram ao longo da disputa.

A campanha afeana rumo à conquista da América

 

Na primeira rodada, logo no início do trabalho da treinadora Lindsay Camila à frente da equipe grená, um baque. A Ferroviária foi goleada pelo Libertad Limpeño-PAR por 4 a 0.

Após uma primeira partida péssima, a segunda não foi muito melhor em termos ofensivos, mas apresentou melhora na defesa. Contra o Peñarol, a AFE ficou no empate em 1 a 1, com direito à pênalti perdido por Aline Milene. Curiosamente, o gol do título veio da mesma forma e pela mesma jogadora, que representou a virada grená.

Na terceira rodada, a Ferroviária chegou precisando de gols e conseguiu: 4 a 1 contra o Universidad de Chile. Com uma combinação de resultados, as Guerreiras Grenás ficaram à frente do Peñarol por um gol marcado e avançaram às quartas de final.

"Na raça", Ferroviária confirmou virada de momento no torneio contra o River Plate — Foto: Divulgação/Conmebol

“Na raça”, Ferroviária confirmou virada de momento no torneio contra o River Plate — Foto: Divulgação/Conmebol

No mata-mata, eliminaram o poderoso River Plate em vitória por 1 a 0. Em seguida, reeditaram duelo da fase de grupos contra La U. Desta vez, o zero permaneceu no placar e a decisão foi para os pênaltis. Com grande atuação da goleira Luciana, o time foi à final.

Para finalizar a recuperação histórica, Sochor abriu o placar em cruzamento que contou com falha da goleira Tapia. No final do primeiro tempo, Usme empatou de pênalti. Também em uma penalidade, Aline marcou o tento final do campeonato e deu o bicampeonato à Ferroviária.

A meio-campista Sochor, que não havia marcado gols até a decisão, apareceu na “hora H” junto da capitã. A camisa sete foi, ao lado de Luciana e Ana Alice, a zagueira-artilheira afeana na competição, com três gols anotados, destaque da equipe ao longo da campanha que rendeu a segunda conquista ao clube da Morada do Sol.

Fonte: Globo Esporte

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