Cemitérios de Goiânia operam com capacidade máxima

Alta demanda por sepultamentos faz cemitérios da capital trabalharem com enterros de meia em meia hora e superlotação em alguns casos.

O auge da pandemia de Covid-19 e o descumprimento de algumas das medidas restritivas impostas, o número de internações e também o de óbitos tem aumentado cada vez mais na capital goiana. Isso faz com que os cemitérios da cidade estejam operando de forma máxima, passando a realizar enterros durante todo o expediente e de meia em meia hora.

Números divulgados pela Central de Óbitos evidenciam que somente no mês de março de 2021, a quantidade de mortes registradas por coronavírus chega a 880, cerca de 99,5% a mais em relação à quantidade de óbitos registrados no mesmo mês do ano passado. O cemitério municipal Jardim da Saudade, por exemplo, é o menor do município e já está com sua capacidade máxima de covas ocupadas.

Segundo dados da Central, durante todo o ano de 2020, somando-se o número de mortes registradas nos meses de março a dezembro, o quantitativo total chega a 3.200. Somente nos três primeiros meses de 2021 o número total chega a quase metade do que foi registrado em todo o ano passado na cidade de Goiânia, chegando à casa das 1.249 mortes, cerca de 39% do que foi registrado durante o ano passado.

As recomendações da Anvisa estão sendo seguidas em todos os cemitérios de Goiânia, de acordo com a nota técnica emitida em abril de 2020, a qual recomenda o uso de urna lacrada, a ausência de velórios e o sepultamento imediato para casos de morte por coronavírus. A Central de Óbitos garante ainda que os agentes funerários e os coveiros devem fazer o uso do macacão de proteção,  de máscaras e de luvas para o manuseio de caixões.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Jornal Opção

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