Cúpula do Congresso vê ‘semana decisiva’ para resposta do governo à pandemia

Integrantes da cúpula do Congresso Nacional consideram essa semana como “decisiva” para entender se o governo federal mudará a postura em relação à pandemia da Covid-19 e, consequentemente, para definir como o Legislativo tratará o Executivo daqui para frente.

Nos bastidores, dirigentes da Câmara dos Deputados e do Senado citam dois eventos principais a serem observados: a posse do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a reunião entre os chefes de poderes prevista para quarta-feira (24).

A interlocutores, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que a posse de Queiroga e a reunião de quarta-feira serão importantes para definir o nível de cobrança dos parlamentares em relação ao governo no Legislativo.

Cobranças

Em duas reuniões separadas na última sexta-feira (20), Pacheco e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cobraram do futuro ministro da Saúde a apresentação rápida de um “plano efetivo” de combate ao novo coronavírus no Brasil.

Segundo apurou a CNN com fontes do Congresso, os presidentes da Câmara e do Senado cobraram um plano “real”, com quantidade de vacinas e calendário de imunização, além de ações concretas para abertura de novos leitos de UTI e compra de insumos.

Na avaliação da cúpula do Congresso, na resposta ao ofício enviado pelos presidentes das duas casas legislativas, no início de março, o ainda ministro Eduardo Pazuello apresentou um cronograma de vacinação que já se mostrou inviável de ser cumprido.

A ideia do presidente do Senado é levar Queiroga para apresentar esse plano aos senadores já nesta semana, após a posse do novo ministro, que está prevista para esta terça-feira (23). A ideia é que ele seja ouvido em uma audiência no plenário da Casa.

Previsões

À CNN, aliados de Queiroga admitiram as cobranças por parte de Lira e Pacheco. Eles avaliaram se tratarem de “cobranças necessárias”, das quais o futuro ministro da Saúde teria consciência da “urgência” de serem atendidas pela pasta.

No Planalto, auxiliares de Jair Bolsonaro também dizem ter ciência da gravidade da pandemia no Brasil, apesar das declarações do presidente contra medidas mais restritivas. A previsão de ministros é de que os números da doença se mantenham em alta pelo menos até maio.

 

Fonte: CNN

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