Embarque prioritário diminui número de pessoas nos terminais, mas tem aglomeração e usuários pulando catraca em Goiânia

Começou a valer, nesta terça-feira (23), restrição para embarque no transporte coletivo da Grande Goiânia entre 5h45 e 7h15. Nesse período só podem entrar os trabalhadores de serviços essenciais que fizeram cadastro. Nesta primeira experiência com a medida para evitar aglomeração e disseminação da Covid-19, algumas pessoas relataram problemas, mesmo trabalhando em serviços essenciais, foram registradas aglomerações de passageiros fora dos terminais e usuários pulando catracas.

Para entrar nos terminais, plataformas e ônibus do transporte coletivo no horário de pico, os usuários que trabalham com serviços essenciais tiveram que fazer um cadastro pela internet.

O compromisso da adminsitração era de que, com essa inscrição, essas pessoas pudessem embarcar normalmente durante o horário de pico. No entanto, algumas pessoas relataram que não conseguiram entrar nos terminais e ônibus mesmo sendo trabalhadoras de serviços essenciais e tendo feito o cadastro.

Duas atendendes de clínica médica mostraram que fizeram o registro online, receberam uma confirmação, mas não conseguiram passar da catraca.

Uma auxiliar de serviços gerais de um hospital particular de Goiânia também relatou o mesmo problema ao tentar entrar no Terminal da Praça da Bíblia.

A TV Anhanguera flagrou, nesse período de restrição, algumas pessoas passando sob a catraca para conseguir chegar à plataforma e embarcar nos ônibus.

O G1 entrou em contato, por e-mail às 7h51, com a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) e com a Prefeitura de Goiânia para pedir um posicionamento e uma avaliação sobre as situações descritas e aguarda retorno.

Cadastro

 

A Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) informou que recebeu mais de 50 mil registros de passageiros para embarcar no horpario de pico. Segundo o órgão, cerca de 40% deles não tiveram a apresentação de comprovação da atividade essencial, sendo feitos apenas com justificativa.

A empresa informou que todos os cadastros estão passando por avaliação e, em um prazo de 48 horas, os que estiverem em desconformidade com os critérios, serão bloqueados.

Dentre as solicitações, estão, em maioria, os trabalhadores da saúde, que representam 38,1% dos cadastros. Em segundo lugar ficaram os serviços diversos, com 18,5% dos pedidos, e o segmento de alimentação, com 18%. Os trabalhadores de supermercados e congêneres somaram 8,8% das solicitações.

A medida sanitária foi discutida no domingo (21) em uma videoconferência entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), RMTC, CMTC, Ministério Público e os prefeitos da Região Metropolitana.

A restrição deve vigorar durante os dias em que somente os serviços essenciais estão autorizados a operar, seguindo decreto do governo do estado, que impôs regime “14 por 14” às cidades que, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), estão em situação de calamidade.

Goiás já contabilizou 454.076 pessoas contaminadas e 10.414 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Fonte: G1 Goiás
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