Goiás foi o segundo estado do país em realização de testes para a Covid-19 em novembro

Dos que fizeram o exame, 23.790 testaram positivo para a doença e 592 foram vítimas fatais.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última terça-feira, 23, mostram que Goiás foi a segunda unidade da federação a realizar mais testes para a Covid-19 em novembro de 2020. Segundo o levantamento, o estado goiano, em que o percentual de pessoas que realizaram testes foi de 20,7%, ficou atrás somente do Distrito Federal, com 25,6%. No mesmo mês, de acordo com informes disponibilizados pelo Governo de Goiás, foram confirmados 23.790 casos da doença, com 592 vítimas fatais.

O levantamento ainda mostra que até o penúltimo mês do ano em 2020, em cenário nacional, 28,6 milhões haviam feito algum tipo de teste para o diagnóstico da Covid-19. Dessas, 6,5 testaram positivo, número que corresponde a 3,1% da população.  A coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, explicou que a quantidade de pessoas que realizou o teste para diagnosticar a Covid-19 em até novembro representa 13,5% da população.

“O Centro-Oeste apresentou a maior proporção de pessoas que testaram. A testagem também foi maior entre as pessoas declaradas brancas, de 30 a 59 anos de idade, mais escolarizadas e com maior nível de renda”, detalhou.

Entre os exames realizados, os mais comuns foram o SWAB, que é feito através de coleta de material com cotonete na boca e/ou nariz, com 12,7 milhões de testagens e o teste rápido. Este é realizado pela coleta de sangue através de um furo no dedo (12,4 milhões). Além disso, 8 milhões de pessoas ainda fizeram o exame através da retirada de sangue pela veia do braço. A coordenadora da pesquisa explica que, de todos esses testes, o SWAB foi o que registrou o maior percentual de resultados positivos (26,6%).

Covid-19 em 2021

Se até o último dia de novembro de 2020, Goiás contava com 279.577 casos da Covid-19 confirmados e 6.351 óbitos, até o momento esse número saltou para 459.039 casos e 10.582 mortes. Pelo preocupante aumento de contaminação em meados de fevereiro e a consequente alta demanda por leitos em hospitais, gestores dos municípios goianos vêm aplicando medidas restritivas mais rigorosas desde o início de março.

Apesar disso, os hospitais permanecem superlotadas. No momento, as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da rede estadual contam com 97,6% de ocupação, com somente 13 disponíveis, dos 454 existentes. Já na enfermaria, essa porcentagem cai para 89,7%, com 73 leitos vagos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Jornal Opção

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