Políticos comentam desativação de hospital de campanha de Águas Lindas

No momento mais delicado da pandemia causada pelo novo coronavírus em Goiás, polêmicas rodeiam a gestão Estadual no combate a crise sanitária. Mesmo com 8 hospitais de campanha mantidos pela administração Estadual, unidades de saúde seguem com todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ocupadas no Estado.

Na última segunda-feira (22/3), o governo de Goiás respondeu a um requerimento do Ministério Público Federal (MPF), que pedia informações sobre Hospitais de Campanha (HCamps). No documento, a gestão estadual esclareceu que, de um total de nove estruturas abertas no território goiano, somente uma, que era federal, foi fechada por decisão do Ministério da Saúde (MS), em Águas Lindas de Goiás. Além das oito demais unidades que seguem em pleno funcionamento, houve também investimento para a extensão do quantitativo de leitos, por meio de convênios com municípios e ampliação da rede própria, com foco na regionalização da saúde.

Segundo matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, em setembro de 2020, o governo do Estado pediu por duas vezes para que o HCamp construído em Águas Lindas de Goiás, região do entorno do Distrito Federal, fosse mantido até o final do ano, porém, ambos os pedidos foram negados.

“Com efeito, em 22/10/2020 o Hospital de Campanha de Águas Lindas de Goiás foi desativado, o que se deu, como demonstrado, por decisão do Ministério da Saúde”, diz o documento enviado pelo governo do estado à PGR.

Segundo o senador Jorge Kajuru (Cidadania), não há uma alternativa a não ser o governador Ronaldo Caiado (DEM), bata de frente com o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), para que o presidente evite seus posicionamentos “radicais e ridículos”, em relação ao combate da pandemia.

Kajuru afirmou estar lutando para que Goiás receba o devido respeito. “Como senador, eu sou o único eleito por Goiás que não tenho ligação com o presidente, minha ligação com ele é oceânica. Terei minha opinião própria, enfrentarei e lutarei para que nosso estado de Goiás tenha o devido respeito, como todos os demais, em função do que está acontecendo. Em nenhum momento recuarei. Irei enfrentar o governo com meu posicionamento totalmente favorável ao governador Ronaldo Caiado”, disse.

Para o deputado federal Delegado Waldir (PSL), o Hcamp era indispensável, mas se tornou um desperdício de dinheiro público, e que faltou empenho do governo do Estado para impedir o fechamento. “O hospital de Campanha de Águas Lindas era indispensável e no pico da pandemia no ano passado tinha lotação total, foi mantido por alguns meses em evidente desperdício de dinheiro Público. O Governo de Goiás em nenhum momento, pediu a bancada goiana impedir o fechamento do hospital que funcionou apenas alguns meses, ao custo de 10 milhões”, explica.

Para Waldir, a solução é concluir outros hospitais e melhor gestão na compra e distribuição de vacinas que possam atender a região “Temos que concluir os Hospitais de Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto e seguir com a continuidade do Hospital de Urgências de Valparaíso, uma prioridade que pedimos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), em parceria com o Deputado Célio Silveira (PSDB). É essencial, também, a aquisição de vacinação para os Goianos.  O Governador oficializou recurso adicional de 60 milhões para compra de vacinas, metade do valor destinado para a Construção da Assembleia em 2020 e quer destinar apenas 3% para os Goianos, isso é inadmissível”, completou

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Hoje

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