Menos de 10% dos municípios goianos estão aptos a vacinar em domicílio

Em pouco menos de três semanas de mobilização no estado, o Movimento Unidos pela Vacina teve parceria de todas as 246 prefeituras de Goiás. O projeto tem como objetivo ajudar os Estados e municípios a imunizar a população brasileira contra a Covid-19 até setembro deste ano. O movimento que tem participação de lideranças empresariais, líderes classistas, secretários de saúde municipais e do Estado começou com o grupo Mulheres do Brasil, liderado nacionalmente pela empresária Luiza Helena Trajano. Em Goiás, o movimento é liderado pelos empresários Helena Ribeiro e Fernando Maia.

Segundo o empresário Fernando Maia, o movimento tem três pilares. As ações, do movimento, segundo ele, começaram com a realização de pesquisa em todos os municípios goianos para identificar as dificuldades das prefeituras para ampliar a vacinação. De acordo com o levantamento do movimento, 44% dos municípios goianos estão preparados para a vacinação nos finais de semana e apenas 3% estão aptos a atenderem pessoas (geralmente idosas ou com dificuldade de locomoção) nos seus domicílios.

A pesquisas pelo estado também encontraram alguns déficits na logística e infraestrutura para imunização. Segundo dados do Movimento, 24% dos municípios goianos não têm estrutura para vacinação por drive-thru; 40% não têm freezer para condicionar a vacina da Pfizer; 30% sequer têm geladeiras apropriadas para acomodar as vacinas; em 28% faltam caixas térmicas e termômetros; e em 22% faltam salas adequadas para vacinação.

De acordo com Fernando, o movimento vem para ajudar os municípios, também, na disseminação correta de informações. Com uma parcela de 20% da população ainda resistindo à vacinação por medo ou desinformação, o empresário comemora a adesão das prefeituras ao movimento. “O movimento visa colaborar no que for necessário para maior eficácia da vacinação”, frisa.

“As grandes empresas podem ajudar na compra de vacinas para os governos federal e estadual, que têm a permissão para fazer a aquisição nesse momento. Estamos trabalhando com um grupo de advogados de vários escritórios do Brasil para ajudar a desimpedir a compra, atuando junto à Fiocruz, ao Butantã e demais fabricantes”, conta a empresária Helena Ribeiro sobre outra atuação do movimento.

O coletivo também está trabalhando em frentes de logística. Para ajudar a transportar as vacinas em todo o Brasil contam com a participação de companhias aéreas como a Gol e a Azul. Além das empresas aeroviárias, o movimento tem a parceria de empresas de transportes terrestres, que vão disponibilizar caminhões com baús refrigerados para levar as vacinas até os municípios. Algumas empresas goianas já colocaram veículos refrigerados à disposição para este trabalho.

Um terceiro grupo vai atuar nos municípios com maiores problemas de infraestrutura para a vacinação, oferecendo equipamentos (geladeiras, freezers, mobiliário, etc) e até mesmo recursos humanos. Todas as ações anunciadas seguem a governança da liderança nacional do movimento, que ainda conta com parceiros que realizam os trabalhos de compliance e de auditoria. A mobilização não conta com projetos de repasses financeiros para o Estado e prefeituras.

A primeira-dama do Estado, Gracinha Caiado, parabenizou todos os envolvidos no movimento pela iniciativa de ajudar o País e o Estado nesse momento tão difícil. “É no município que as pessoas precisam ser atendidas. Não tenho a menor dúvida que, com esse trabalho, vamos conseguir vacinar o mais rápido possível os 7,2 milhões de goianos que estão ansiosos para cuidar da saúde. Sabemos que essa cepa P1 é a que está com a maior proporção em Goiás”, disse.

“É uma união apartidária e enquanto essa pandemia reinar no Brasil, ninguém deveria tratar de política, porque hoje temos um inimigo que afronta a todos nós, que é esse vírus. Por isso, nesse momento, vocês contam completamente com a posição do governador Ronaldo Caiado e com a minha posição para ajudar”, enfatizou a presidente da OVG.

O secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, ressaltou que a maneira mais eficaz de sair da pandemia é a vacinação. “Sabemos que essa é uma demanda mundial e é com a união de esforços da iniciativa privada e da administração pública, assim como a filantropia, que vamos conseguir isso. Como a maioria dos Estados, temos uma taxa de contágio alta e uma demanda do nosso sistema hospitalar e de unidades de UTIs muito grande. Estamos à disposição do movimento para catalisar essa iniciativa e facilitar tudo o que for possível e necessário fazer  para ampliar o acesso à vacina.  Podem contar conosco e com todos os nossos colegas secretários de Saúde que, nesta reunião, estão representados pelo Dr. Douglas Alves, secretário municipal de Jandaia,” afirmou Ismael Alexandrino.

Fonte: O Hoje

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