Covid-19 atinge 400 agentes da Guarda Civil

Dos 1.300 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Goiânia, 400 foram infectados pela Covid-19. No total, são seis mortes, sendo três nas últimas 72 horas, afirma o presidente da Associação dos Servidores da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (ASGCM), Washington Moreira. Mais expostos à doença, a Corporação quer ser incluída no grupo prioritário de vacinação contra a doença. Estava marcada uma carreata para a tarde de ontem (11) uma carreata pela Capital pedindo a inclusão, mas a manifestação foi adiada.

“Temos o posicionamento do prefeito de que ele se sensibiliza com a situação mas está de “mãos atadas”, pois o Plano Nacional de Vacinação não prevê a Guarda Civil como prioridade. Estamos aguardando para saber quais serão as próximas diretrizes”, explica ele em entrevista ao O Hoje.

Ele reforça que a categoria luta para que os profissionais de segurança pública sejam inclusos no grupo prioritário. “Todos os dias estamos combatendo ao Covid através do serviço em postos de saúde e evitando aglomerações em diversos locais”, afirma. Segundo Washington, há inúmeros guardas em casa em isolamento porque foram infectados e alguns aguardam vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A manifestação seria em homenagem aos seis colegas que faleceram vítimas do Coronavírus.

Contudo, seguindo recomendações do Ministério da Saúde (MS), a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) começa a vacinação imunizando, nesta primeira etapa, trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente de combate à Covid-19; pessoas com 60 anos ou mais, e com deficiência que se encontram nas instituições de longa permanência (ILPs); e população indígena vivendo em terras indígenas.

Os trabalhadores de segurança estão no ranking 19 dentre as listas de propriedades, ficando atrás de trabalhadores da educação do ensino superior (18), trabalhadores da educação do ensino básico (17), funcionários do sistema de privação de liberdade (16), população privada de liberdade (15), além de pessoas em situação de rua (14), de acordo com o plano nacional de vacina.

Três mortes em 24 horas 

Os três guardas da GCM morreram devido à Covid com diferença de um dia. Ediel Fernandes de Souza e Jancrelton Geraldo Rocha de Oliveira morreram no último dia 9. Hamilcar Antônio Vieira da Silva, que era chefe do Comando Operacional da GCM, morreu nesta quarta-feira (10).

Por meio de notas, a GCM publicou notas de pesar pelas mortes dos colaboradores e ressaltou que o “Comando se solidariza à dor das famílias e se dispõe a ajudar no que for necessário”. Já o presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Patriota), que também é guarda civil metropolitano, lamentou a morte dos colegas pelas redes sociais.

“Nestes tristes dias em que dezenas de milhares de famílias choram as perdas causadas pela Covid-19, atravessamos o luto da partida de muitos amigos, em toda parte. Na Guarda Civil Metropolitana de Goiânia, minha casa profissional, que tenho a honra e o orgulho de representar na Câmara Municipal, seis companheiros de luta se foram”, escreveu.

Há possibilidade 

Na última terça-feira (9), os deputados estaduais Eduardo Prado e Adriana Accorsi realizaram uma solicitação que será encaminhada ao governador Ronaldo Caiado, e ao prefeito Rogério Cruz. O objetivo é fazer com que os profissionais da segurança pública que trabalham na chamada “linha de frente”, sejam colocados na lista de prioritários para a vacinação contra a Covid.

Esta categoria já conta com apoio do prefeito Rogério Cruz. Ele sinalizou que, quando for permitido aos municípios adquirirem a vacina, irá disponibilizar o imunizante para a GCM. Isto porque as doses encaminhadas atualmente apenas pelo Governo Federal possuem prioritários definidos e não pode ser alterada. (Especial para O Hoje)

Fonte

print