Fim da união estável entre Cruz e MDB teve culpa dos dois lados

Enfim, o atribulado casamento terminou. depois de se arrastar por quase um mês, o MDB e o prefeito de Goiânia Rogério cruz estão divorciados. e nada amigavelmente: a separação é litigiosa e vai render ainda muita troca de tapas e golpes ainda mais violentos, diante dos ressentimentos e mágoas de lado a lado. 

OMDB tem quadros com tempo de serviço na prefeitura, desde a época do falecido Paulo Garcia, do Pt. Agenor mariano, agora ex-secretário de Planejamento urbano, é um exemplo. Passou por várias funções, foi até vice de Iris Rezende. conhece a máquina do Paço municipal. 

junte-se a ele o ex-secretário de Governo Andrey Azeredo e o ex-titular da pasta de finanças Alessandro melo, para ficar nos mais graúdos. são, a partir de agora, quem vai fornecer munição para infligir desgastes e prejuízos para o governo dos Republicanos – fatalmente condenado a gastar um tempo e energia preciosos até preencher o vácuo deixado pelos emedebistas e segurar as rédeas na administração em um rumo seguro, se é que vai conseguir estabelecer essa direção. 

O antes humilde e acanhado Rogério cruz já cresceu e mostrou as garras. Pela primeira vez, enviesou uma resposta para o presidente estadual do MDB Daniel Vilela, a propósito de quem sempre baixou a cabeça. Disse que Daniel e seu grupo político estão fora, mas não o MDB, cujo apoio estará personificado pelos seis vereadores do partido – nenhum deles disposto a acompanhar o rompimento e já devidamente cooptados para a base de apoio do prefeito. 

Mas cruz errou feio na liturgia exigida pelo seu cargo. demitiu secretários pela imprensa. atropelou atribuições de auxiliares importantes sem nenhum aviso. combinou procedimentos e não cumpriu. esquivou-se de conversar e dar explicações. foi deseducado ao não receber presencialmente nem atender telefonemas de Daniel vilela e de auxiliares que ainda estavam no batente. não é coisa que se espere de um prefeito de capital e nem muito menos necessária mesmo em se considerando o objetivo que perseguia, qual seja a assunção dos poderes naturalmente cabíveis ao seu mandato. era possível, com civilidade, chegar onde chegou.

Já o MDB e seu imaturo presidente estadual cometeram erros em cascata e devem concluir hoje que o primeiro foi a escola de Rogério cruz para a vice. essa é uma criança cuja paternidade ninguém assume. aconteceu e pronto. depois da trapaça eleitoral que elegeu, diplomou e empossou um paciente terminal da covid-19, os emedebistas se refestelaram com os cargos da prefeitura, praticamente ocupando todos os disponíveis e inclusive criando para três centenas e pouco, mediante a “reforma administrativa” aprovada a toque de caixa pela câmara municipal no fim do ano passado. 

Cargos e controle do milionário orçamento do município foi o que motivou o MDB, já planejando incursões eleitorais futuras por conta das benesses administrativas do Paço. Primo de Daniel, Leandro vilela foi com tanta sede ao pote que se precipitou em anunciar que seria candidato a deputado federal, afrontando os planos do Republicanos para a eleição do ano que vem, partido que tem uma e quer passar para duas cadeiras na câmara federal. 

Assim como o prefeito, alguns, não todos, secretários emedebistas também externaram inabilidades, ora atravessando Rogério cruz em conversas com jornalistas ora davam a nítida impressão de buscar mais visibilidade do que ele. essas são regras não escritas que, em qualquer governo, acabam fulminando quem não as obedece. Houve, portanto, responsabilidades comuns para gestar um rompimento que é péssimo para o MDB tem tudo para ser ruim para o prefeito de Goiânia. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Hoje

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