Estado registra queda em pedidos por vagas de UTI

Goiás registrou durante 11 dias seguidos diminuição no número de pedidos por vagas de leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), afirma o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino. Ele alerta que a taxa de ocupação ainda segue em alta, como já era previsto durante todo o mês de abril, mas houve uma discreta diminuição no ritmo de contaminação. A última atualização do painel da Secretaria de Saúde do Estado (SES-GO) mostrou a taxa de ocupação para leitos exclusivos Covid-19 em 96%.

A redução começou no final do mês de março, porém ainda há pessoas aguardando leitos exclusivo de Covid-19. “Eu sempre me baseio por esse número porque ele não tem delay [atraso]. O número de óbitos, por exemplo, tem dois, três dias de delay, o número de casos também, porque depende do resultado do exame. Agora, a pressão na porta ela é em tempo real, eu consigo avaliar o de hoje em relação a ontem e em relação a amanhã. Então, gosto de avaliar esse dado e temos, de fato, esse número diminuindo”, explica o secretário.

A última atualização dos dados da Superintendência do Complexo Regulador em Saúde de Goiás aponta que há 180 pessoas aguardando um leito de UTI adulto e três aguardando leito de UTI pediátrico exclusivos para Covid-19. Contudo, as informações não podem ser dadas como uma queda acentuada, apenas que o indício de contaminação pode desacelerar. “Fazemos análise várias vezes ao dia e percebemos a mesma tendência do início de agosto do ano passado de desacelerar um pouco, de diminuir o número de pedidos de vaga, mas mantendo um número alto de casos ainda. Mas aquela curva muito íngreme do começo de março diminuiu o ângulo”, reforça.

A previsão é que haja uma queda sustentada mesmo somente no mês de maio. “Primeiro você diminui a pressão na porta, aí os pacientes vão tendo alta, vai diminuindo a fila, depois que você percebe uma redução no número de óbitos, e só depois que começa a perceber redução no numero de positivados por dia, que é a última coisa, o que só vai acontecer em maio”, prevê Ismael.

Após o feriado

O último feriado prolongado registrou diversas aglomerações nas cidades turísticas do Estado, além de festas clandestinas. Por isso, será necessário aguardar o impacto dessas ações nas duas próximas semanas. Desse modo, a Saúde irá analisar os efeitos do desrespeito aos protocolos de segurança e distanciamento social.

Ismael acredita que pode não haver piora no cenário, como aconteceu no feriado de 7 de setembro do ano passado quando Goiás tece uma queda sustentada no número de casos. “Se entrarmos nesse patamar de queda sustentada nas próximas semanas, talvez a discreta exacerbação não tenha impacto nos números”, analisa.

Ocupação em Aparecida

A taxa de ocupação de leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) registrou aumentou de 14% em um intervalo de quatro dias, aponta o boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da cidade. No dia 1º deste mês, a taxa girava em torno de 71% e agora está em 85%. Mesmo com o crescimento, a demanda por vagas no município segue em baixa. Até o último boletim da Secretaria, a ocupação era de 80%.

Segundo o superintendente de Regulação, Avaliação e Controle da SMS de Aparecida, Luciano Moura, a redução dos leitos de UTIs está relacionada à diminuição dos pedidos de internação e ao investimento que a prefeitura tem realizado na abertura de novos leitos.

Entre os dias 25 de fevereiro até o fim do último mês, o número de leitos de UTIs exclusivos para pacientes de Covid-19 aumentou de 100 para 175 vagas. De acordo com Luciano a diminuição de pedidos de internação se deve ao acompanhamento dos pacientes que testam positivo para a infecção por meio da telemedicina e de atendimento presencial médico da SMS.

 Segundo ele, antes do atendimento presencial, o paciente é monitorado via telemedicina. “Se não tivéssemos esse tipo de acompanhamento, estes pacientes poderiam piorar em casa e ser tarde demais para salvá-los. Com o atendimento precoce, conseguimos diminuir também o número de pedidos de internação, pois evitamos o agravamento da doença”, esclarece.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Hoje

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