Aparecida de Goiânia comprova três casos de reinfecção pela Covid-19

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, divulgou na tarde desta segunda-feira (26) que o município comprovou três casos de reinfecção pela Covid-19. Conforme a pasta, os pacientes tiveram a doença duas vezes em um intervalo superior a 90 dias. Dois deles foram reinfectados pela variante P1, identificada pela primeira vez em Manaus.

Conforme a secretaria, o primeiro caso trata-se de um homem de 60 anos, hipertenso, que foi assintomático no primeiro episódio e que, 94 dias depois, testou positivo mais uma vez para a Covid-19, apresentando sintomas como perda de olfato e paladar. Este caso foi em 2020 e as variantes são consideradas de menor preocupação, conforme a SMS.

O segundo caso comprovado refere-se a uma mulher de 25 anos com bronquite, que se reinfectou em um intervalo de 188 dias, o que é equivalente a pouco mais de seis meses. O terceiro registro é de um homem de 25 anos sem comorbidades, que se infectou novamente após 225 dias, ou seja, em torno de sete meses. A secretaria disse que os dois últimos relataram sintomas mais leves na segunda vez que manifestaram a doença e ambos foram reinfectados pela variante P1.

As análises dos casos de reinfecção foram encaminhadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que, segundo a Secretaria de Saúde, atestou as ocorrências na última sexta-feira (23).

A prefeitura informou que, no início deste mês, lançou um programa próprio de sequenciamento genético, que possibilitou a identificação dos casos. O secretário de Saúde Alessandro Magalhães afirmou que o município já realizou cerca de 250 mil testes RT-PCR e que todas as amostras coletadas estão armazenadas em um banco de dados para estudos.

Outros resultados

 

O município informou que já analisou 126 amostras de casos confirmados da doença, sendo que 97 tinham sido concluídas até a última sexta-feira (23). Entre as amostras, 46 foram coletadas no ano passado e 51 neste ano.

A diretora de avaliação de políticas de saúde e responsável pelo programa de sequenciamento, Érika Lopes, explicou que não foram identificadas variantes do coronavírus nos materiais de 2020 que foram analisados. Já nas amostras coletadas neste ano, 58,8% foram infectados pela variante P1 e 3,9% pela variante B.1.1.7, detectada no Reino Unido em setembro de 2020. “

Ela explicou ainda que, além disso, dos 22 pacientes com menos de 60 anos e sem comorbidades que desenvolveram formas graves e precisaram de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), 19 foram infectados por uma dessas duas variantes, que juntas foram responsáveis pela contaminação de 86,3% dos pacientes desse grupo estudado.

A diretora explicou que o sequenciamento genético é importante para relacionar os dados obtidos com as informações epidemiológicas dos pacientes para tentar entender melhor a dinâmica de evolução e dispersão do vírus e monitorar as variantes. Ela disse ainda que os dados são preocupantes.

“Essas são variantes consideradas de preocupação, que são monitoradas internacionalmente, inclusive. É preciso esclarecer que enquanto o Sars-CoV-2 estiver circulando, infectando e reinfectando pessoas, ele sofre mutações. Esse é um processo natural da replicação do vírus. Algumas dessas mutações podem garantir um maior poder de adaptação, gerando novas linhagens mais infectantes, letais ou com escape imunológico”, disse.

Fonte: G1

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