Pfizer: novo contrato garantirá 200 milhões de doses ao Brasil em 2021

O gerente-geral da Pfizer para a América Latina e ex-CEO da empresa no Brasil, Carlos Murillo, afirmou, nesta quinta-feira (13/5), que o Brasil deve receber 100 milhões de doses de vacina da Pfizer até setembro. Dessa forma, seriam 200 milhões de doses do imunizante contratadas para este ano, somando-se às outras 100 milhões compradas em março pelo governo brasileiro.

A declaração sobre o novo montante de 100 milhões de doses foi dada por Murillo durante seu depoimento à CPI da Covid no Senado Federal.

“Em 19 de março nós assinamos o primeiro contrato de fornecimento da nossa vacina com o governo do Brasil por 100 milhões de doses. Nosso contrato prevê a entrega de 13,5 milhões de doses no segundo trimestre, mais 86 milhões no terceiro trimestre. Aliás, consideramos hoje que, no primeiro trimestre, nós vamos ser capazes de fornecer no Brasil 15,5 milhões de doses”, disse o representante da Pfizer.

“Nesta semana, e acho que estamos a postos provavelmente amanhã, estamos nas fases finais de assinatura de nosso segundo contrato com o governo do Brasil, também por adicionar esses 100 milhões de doses. O contrato prevê a entrega dessas 100 milhões de doses adicionais no quarto trimestre deste ano”, completou.

Segundo Murillo, a Pfizer tem sido capaz de cumprir seus contratos. “Vamos continuar fazendo o melhor para atingir os quantitativos. Não posso garantir, porque tem muita coisa que temos que condicionar. O resultado até o dia hoje nos permite ter muita confiança de que iremos atingir esse quantitativo”, concluiu.

Sem resposta em 2020

As novas tratativas se dão após desencontros entre o governo bolsonaro e a Pfizer em 2020. À CPI, Murillo confirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ignorou carta enviada pela farmacêutica ao alto escalão do governo federal se colocando à disposição para negociar com o Brasil doses de vacina contra Covid-19.

O governo, segundo Carlos Murillo, não respondeu às propostas que previam 1,5 milhão de doses ainda no ano passado.

O documento foi apresentado à CPI da Covid pelo ex-secretário de Comunicação Social da Presidência Fabio Wajngarten. Provocado pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), Murillo enfatizou: “Nós não recebemos resposta da Presidência”.

 

Fonte: Metrópoles

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