Fila de Espera para leitos de enfermaria chega a 197%

As taxas de ocupação dos leitos destinados exclusivamente ao tratamento da Covid-19 em Goiás, sejam eles em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou em Enfermaria, voltaram a aumentar nos últimos dias. Na Capital, a situação da enfermaria nos hospitais sob gestão estadual é crítica. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), na tarde de ontem a taxa de ocupação chegou a 197,22%. Ao todo, 355 pacientes suspeitos ou confirmados precisam de internação, enquanto a rede pública estadual em Goiânia pode oferecer somente 180 leitos para internação.

No Estado, a situação também é alarmante. Segundo a SES-GO, a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria sob gestão estadual é de 137,91%, o que significa que há 462 pacientes suspeitos ou confirmados com Covid-19 e somente 335 leitos no Estado. Com relação aos leitos de UTI destinados ao tratamento exclusivo da Covid-19, os hospitais sob gestão estadual apresentaram, na tarde de ontem (20), taxa de ocupação de 83,22%, com somente 97 dos 578 leitos disponíveis. Na Capital, a taxa alcançou o índice de 76,64%, com 105 pacientes suspeitos ou confirmados e 137 leitos disponíveis.

Nos hospitais sob gestão municipal, Goiânia registrou ontem 75,88% de ocupação dos leitos de UTI para tratamento da Covid-19, o que representa 62 dos 295 leitos disponíveis para internação. Tratando-se da Enfermaria, a Capital registrou a ocupação de 70,88%, com 53 dos 207 leitos disponíveis.

Alerta

Na quarta-feira (18), o Secretário de Saúde Estadual, Ismael Alexandrino, considerou o aumento de casos e óbitos em Goiás uma situação pontual, uma vez que é natural um acúmulo do final de semana em que os municípios lançam os dados no sistema, mas que as autoridades de Saúde permanecem em alerta. “Já percebemos no País cinco Estados que estão subindo o número de internações, de casos”, alertou o secretário. “Isso nos deixa preocupados, sem alarde, mas também não ignorando esse movimento, que pode tanto desencadear um repique de segunda como também numa terceira onda”, ponderou.

Para ele, do ponto de vista operacional, este repique de segunda onda pode ser pior do que uma terceira onda. “A terceira onda pressupõe que você já atingiu um estágio mais baixo, atingiu aquele fator bem baixo e começaria a subir de novo. Ou seja, teria fôlego, teria um quantitativo de leitos desocupados para ocupar. Se o repique vem agora, nós não desocupamos todos esses leitos”, disse.

Ainda segundo o secretário, apesar do alívio de ver o mapa de risco de Goiás caminhando para uma situação melhor, é importante que a população mantenha todos os cuidados, como os hábitos de higiene e distanciamento social. “Não podemos pensar que a pandemia acabou”, destacou.

Perto de completar 600 mil casos confirmados de Covid-19, com 591.220 casos registrados, Goiás atingiu ontem (20), a marca de 16.406 óbitos em decorrência da doença, o que significa uma taxa de letalidade de 2,78%.  Nesta semana, das 18 Regiões de Saúde em que o Estado foi dividido, sete seguem em situação de calamidade, segundo a SES-GO. Outras 10 estão em situação crítica e somente uma está em situação de alerta.

Vacinação

Segundo dados divulgados pela SES-GO, referente à primeira dose, foram aplicadas 1.238.021 doses das vacinas contra a Covid-19 em todo o Estado. Já com relação à segunda dose, foram vacinadas 598.373 pessoas. Em relação às vacinas, o Estado de Goiás já recebeu 2.652.280 doses de imunizantes, sendo 1.351.530 da CoronaVac, 1.224.700 da AstraZeneca e 76.050 da Pfizer. (Especial para O Hoje)

Por: Maiara Dal Bosco – O Hoje

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