Condições climáticas do mundo podem chegar a ‘ponto crítico’ nos próximos anos

A probabilidade de que a temperatura média da Terra ultrapasse, pelo menos temporariamente, um ponto crítico tem aumentado, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WNO, na sigla em inglês).

A WMO disse nesta quinta-feira (27) que há cerca de 40% de chance de que a temperatura global média anual chegue temporariamente a 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais em pelo menos um dos próximos cinco anos.

Segundo a organização, as chances desse limite ser violado aumentam com o tempo. A marca de 1,5 grau foi identificada pelo Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) como um “ponto crítico” – com isso, o risco de secas extremas, incêndios florestais, inundações e escassez de alimentos aumentará dramaticamente.

“São mais do que apenas estatísticas”, disse Petteri Taalas, secretário-geral da WMO, em um comunicado.

“O aumento das temperaturas significa mais derretimento do gelo, níveis mais elevados do mar, mais ondas de calor e outras condições climáticas extremas. Além de maiores impactos na segurança alimentar, saúde, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.”

Ao assinar o acordo climático de Paris, os países ao redor do mundo concordaram em limitar o aquecimento global a bem abaixo de 2 graus acima das temperaturas pré-industriais. O acordo diz ainda que seria melhor manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5 grau.

Mas o mundo agora já está a dois terços do caminho para romper com esse ponto de inflexão. A WMO disse que a temperatura média anual provavelmente será pelo menos 1 grau mais alta do que os níveis pré-industriais em cada um dos próximos cinco anos – provavelmente na faixa de 0,9 a 1,8 graus.

A organização acrescentou que 2020 foi um dos três anos mais quentes já registrados e que a temperatura média global estava 1,2 grau acima da linha de base pré-industrial.

A WMO disse que havia 90% de chance de que pelo menos um ano entre 2021 e 2025 se torne o mais quente já registrado, superando 2016 no topo do ranking, de acordo com o Global Annual to Decadal Climate Update, produzido pelo Met Office do Reino Unido, centro de liderança da WMO para previsões do tipo.

 

Fonte: CNN

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