RJ: vereadores tentam impedir que partidas da Copa América aconteçam na cidade

Sob as justificativas da pandemia da Covid-19 e da falta de um percentual amplo de pessoas vacinadas, vereadores do Rio de Janeiro protocolaram nesta sexta-feira (4) um projeto de lei que tenta proibir a realização de partidas da Copa América na cidade. Os parlamentares do PSOL articulam para votar a proposta já na próxima segunda (7). O projeto veta a realização de eventos e competições internacionais no Rio. A Copa América está prevista para começar em 9 dias.

Apesar de não haver prazo estipulado para a votação, os vereadores articulam para que a tramitação do projeto de lei apresentado ocorra em regime de urgência no próximo dia útil, segunda-feira.  Pelo regimento do Legislativo do município, a votação em período curto é viável, mas depende de apoio dos outros partidos. A CNN apurou que a medida está sendo bem recebida pela maioria dos vereadores da Casa.

“Todavia, a despeito de todo conhecimento produzido sobre a doença até o momento, a população carioca foi surpreendida com a notícia de que seria uma das sedes do torneio internacional Copa América. Não restam dúvidas sobre os prejuízos à saúde pública causados por grandes eventos que demandam aglomeração e circulação de pessoas, ainda mais eventos com capacidade de mobilização de diversos países, delegações esportivas e torcidas apaixonadas”, argumentam os vereadores no projeto apresentado.

De acordo com o calendário do campeonato divulgado pela Conmebol, no Rio estão previstas sete partidas no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, e a final, no Maracanã, em 10 de julho.

O projeto também veta a presença de público em estádios, arenas e ginásios esportivos, o que já está proibido pelo decreto municipal, e defende que os espectadores só poderão voltar a frequentar esses locais após a imunização completa – as duas doses –  de 75% da população adulta que mora na cidade. Se aprovado, além da Copa América, também poderão ficar proibidas a Libertadores e a Copa Sul-Americana de 2022.

 

Fonte: CNN

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