Brasil assina acordo da Nasa que vai levar mulher e negro à Lua

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou, nesta terça-feira (15/6), o acordo Programa Lunar Artemis. O projeto prevê ações de cooperação do Brasil com a Agência Espacial Americana (Nasa) para levar a primeira brasileira e o próximo brasileiro à superfície lunar em 2024. Segundo o governo americano, a ideia é levar também a primeira pessoa negra à Lua.

Ao mesmo tempo, o projeto prevê o desenvolvimento de tecnologias e experiência para organizar uma missão humana a Marte prevista para a década de 2030.

O Brasil é o primeiro signatário do acordo na América do Sul e o 12º no mundo.

“O que nós vamos assinar hoje é um pequeno passo para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, mas um grande salto para o programa espacial brasileiro”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes.

A primeira tripulação deve ser composta apenas por norte-americanos. Os demais países devem se integrar às missões posteriormente. De acordo com Marcos Pontes, ainda não há nenhum recurso envolvido no acordo, mas o Brasil poderá fazer contratos individuais para cada uma das parte do programa, no desenvolvimento de tecnologias e sistemas que se integrem ao complexo.

Parceria comemorada

O embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, celebrou o acordo como mais uma parceria entre os dois países.

“Eu estou ansioso para ver a bandeira brasileira ao lado da bandeira americana na Lua. Vai ser um projeto bastante histórico. Pela primeira vez, vamos ver a primeira mulher e a primeira pessoa de cor chegando à Lua”, frisou o embaixador.

Na semana passada, Chapman anunciou aposentadoria e deve deixar o Brasil em julho. Ainda não foi anunciado o nome do substituto, que será nomeado pelo presidente Joe Biden. Segundo Chapman, a decisão normalmente leva certo tempo, mas “nós vamos continuar avançando na relação, bloco por bloco, acordo por acordo”.

A solenidade contou ainda com a presença do ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, e de parlamentares e autoridades diplomáticas.

 

Fonte: Metrópoles

print