Urna eletrônica suspeita de fraude, na verdade, tinha botão quebrado

Após investigação, a Polícia Federal (PF) concluiu que não houve fraude em uma urna eletrônica que eleitores de Morro Agudo (SP) acusaram de induzir ao número 13. Moradores da cidade, localizada a 380 km de São Paulo, reclamaram que, após digitar o número 1, o equipamento acrescentava o 3 automaticamente, o que beneficiava o candidato Fernando Haddad (PT).

Os peritos da PF analisaram o equipamento e concluíram se tratar de um problema físico no teclado, e não de falha no software ou no sistema da urna. As informações foram obtidas pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo.

Em sua live na última quinta-feira (29/7), em que Jair Bolsonaro (sem partido) prometeu apresentar provas de fraude, foram mostrados vídeos de urnas supostamente viciadas em que o número 3 era acionado logo após o eleitor apertar a tecla 1.

Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que os casos são falsos e instaurou uma investigação contra o presidente.

Segundo os peritos, a inserção no número 3 ocorria em vários casos, não só após o 1, por causa de uma falha física no teclado da urna de 9 anos de uso.

“Ressalta-se que esse evento de o número 3 ser enviado arbitrariamente, sem digitação do usuário, foi observado em momentos aleatórios, após digitação de distintas teclas, em diferentes telas de votação, para os variados cargos”, diz trecho da conclusão.

Fonte: Metrópoles
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