Atleta do vôlei, Vinicius Freitas denuncia ataques homofóbicos: “Pessoas estão doentes”

De volta ao Brasil após as Olimpíadas, Vinicius Freitas, do vôlei de praia, usou o seu Instagram para conversar com os seguidores sobre ataques homofóbicos que vem sofrendo pelas redes sociais. “Alguns prints de comentários e mensagens que eu recebi, só para vocês terem um pouco de noção de como a sociedade e as pessoas estão tão doentes hoje”, disse ele, em sua conta na rede social.

Entre elas: “Cuidado com o inferno”. “Como podemos nos conformar com a perdição de homens tão lindos”, diz outro ataque feito nas redes sociais contra o atleta.

De sua casa, em Vitória, no Espírito Santo, ele também agradeceu o apoio e todas as mensagens de carinho que tem recebido. “Nunca imaginei que um dia eu fosse receber tanta força, tanto apoio, incentivo de pessoas que eu nem conheço. E tudo isso está sendo como uma injeção de ânimo para eu continuar firme no meu propósito, nos meus objetivos, no meu foco e continuar trabalhando muito forte. Como eu falei, eu recebi muita mensagem linda, muita energia boa, muita coisa boa mesmo, positiva, que esquentaram o meu coração de uma forma muito boa”, disse.

Ele também refletiu sobre o período em que passou no passou no Japão para a disputa dos Jogos. “Eu não tive tempo ainda para poder responder vocês, ver todas as mensagens, mas agora eu vou estar mais tranquilo, estou tentando aproveitar ao máximo a minha experiência lá em Tóquio, que foi uma coisa surreal e única na minha vida, mesmo que em pandemia, com todas as restrições, o evento não perdeu a sua grandiosidade, sua dimensão e superou totalmente as minhas expectativas, que já eram muito boas”, pontuou.

Porém, nem todas as respostas que recebeu foram de carinho. Ele, que namora o médico Rafael Helmer há mais de dois anos, também revelou diversos ataques homofóbicos pelo Instagram.

“Mas também recebi muita coisa triste, desabafos, gente que precisa de um apoio, de uma companhia, que está passando por um momento difícil, muita dificuldade na sua vida pessoal. Pessoas que nunca chegaram a desabafar, a falar com outras, mas vieram até mim porque viram que, de alguma forma, se identificaram e ficaram a vontade para falar comigo. E isso me lembrou muito alguns momentos difíceis que eu passei e lamento muito, porque essas pessoas acabam tendo que lidar com esse sentimento, com essa situação sozinho, sem ter ninguém do lado, ou porque realmente não tem ninguém, ou por medo de se sentir julgado, de se sentir rejeitado”, lamentou ele, relembrando o caso do menino Lucas, de 16 anos, filho da cantora Walkyria Santos, e da ex-BBB Ariadna Arantes, que é transexual.

Ao final de suas publicações, ele compartilhou as mensagens de ódio que tem lido em suas redes sociais.

Fonte: Metrópoles
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