Mortes por Covid entre pessoas de 50 a 59 anos têm queda de 55%

Com o avanço das idades contempladas pela campanha de imunização contra a Covid-19, a vacinação vem mostrando resultados positivos, como a queda de mortes em todo o país. Em julho, a faixa etária de 50 a 59 anos registrou uma redução de 55% nos óbitos.

Dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) apontam que as mortes nesse grupo caíram de 12.217, em junho, para 5.482 em julho.

O levantamento foi feito pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles, com base nos casos de resultado positivo para SARS-CoV-2, o vírus causador da doença.

Desde o fim de maio, a faixa de 50 a 59 anos era a que mais registrava óbitos provocados pela Covid. Outras faixas etárias que também viram queda de mais de 50% foram as de 0 a 9 anos, 30 a 39 anos e 40 a 49 anos.

A vacinação começou oficialmente no Brasil no dia 17 de janeiro deste ano. Desde a data, o país passou por uma segunda onda de mortes provocadas pelo coronavírus e, no momento, completou 11 dias com média móvel abaixo de mil mortes nesta terça-feira.

A tendência de diminuição de mortes em faixas etárias mais altas é, segundo especialistas, reflexo do avanço da vacinação. Em junho, o Metrópoles mostrou as reduções nas internações e mortes entre os maiores de 60 anos.

Outras faixas etárias que também viram queda de mais de 50% no último mês foram aquelas entre 0 a 9 anos, 30 a 39 anos e 40 a 49 anos. Os óbitos caíram 54,7% entre os com menos de 9 anos e 50,7% para os que tem idades entre 30 a 49 anos.

O infectologista Werciley Junior, chefe da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Lúcia, destaca que as quedas são um reflexo claro da vacinação.

“Ela diminui doenças graves, mortes e internações. A vacina, em geral, independente da marca, vem trazendo uma boa evolução na queda de óbitos, principalmente nas faixas etárias mais velhas. Isso só nos permite dizer, mais uma vez, como a vacina é importante em todas as idades”, explica Junior.

 

Fonte: Metrópoles

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