Casal vai a júri popular acusado de matar homem em distribuidora por vingança, em Goiânia

Um júri popular da 3ª Vara de Crimes Dolosos Contra a Vida deve julgar os réus Sebastiana Vilma Franca de Lima e Tiago Rodrigues da Silva pelo homicídio de Thiago Pereira de Araújo, em Goiânia. O julgamento acontece na manhã desta quarta-feira (18), presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara.

G1 não conseguiu localizar a defesa dos acusados para pedir uma posição sobre o caso.

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), o crime aconteceu em março de 2019 em uma distribuidora de bebidas no Residencial Solar Ville, na capital. O registro indica que a mulher foi com o marido ao local e atirou duas vezes contra a vítima para vingar o irmão – o parente teria levado uma facada nas costas do baleado, Thiago Pereira.

Ambos foram acusados pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de posse de arma de fogo de numeração raspada.

Foram chamadas cinco pessoas para depor como testemunhas: três delas tanto pela defesa como pela acusação e outras duas convocadas apenas pela defesa.

Sala de Tribunal do Júri em Goiânia — Foto: Sílvio Túlio/G1

Sala de Tribunal do Júri em Goiânia — Foto: Sílvio Túlio/G1

Homicídio

 

A denúncia do MP-GO registrou que Thiago Pereira de Araújo foi morto a tiros em 19 de março de 2019. Segundo as investigações, a vítima teria dado uma facada nas costas do irmão de Sebastiana enquanto ambos estavam na distribuidora.

Ainda de acordo com o MP, a mãe de Sebastiana foi avisada do que acontecera com o filho e contou à filha. Conforme o relato, Sebastiana pegou uma arma de numeração raspada e saiu com o marido em direção à distribuidora.

As apurações indicaram que a ré chegou ao local, perguntou quem havia dado uma facada no irmão dela e, diante da resposta, Sebastiana atirou duas vezes contra a vítima, entrou de volta no carro com o então companheiro e fugiu.

Consta, no entanto, que ela e o então companheiro foram presos em flagrante suspeitos do crime, tiveram as prisões convertidas em preventivas, mas algum tempo depois conseguiram o direito de responder pelo crime em liberdade.

Fonte: G1 Goiás

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