Mourão sobre ação contra Sérgio Reis e Otoni: ‘Aras deve ter dados consistentes’

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou, nesta sexta-feira (20), que o Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, “deve ter dados consistentes” já que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a autorização de ação contra o crime de incitar a população.

“O PGR, dr. Augusto Aras, é um homem sério. Para ele determinar que ocorra uma investigação mais aprofundada, ele tem que ter realmente dados consistentes, e não meros indícios. Acho que ele esperou ter dados dessa natureza e, aí, agiu”, afirmou Mourão, sobre a ação da Polícia Federal (PF) que teve entre seus alvos o cantor Sérgio Reis e o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ).

“Não vejo como uma questão do Judiciário e do Executivo. Existem denúncias, um inquérito em andamento, um inquérito para obter as provas necessárias”, continuou o vice-presidente.

“Como é feita a investigação? Seja por meio de depoimento das pessoas que são investigadas, seja apreendendo material, na busca dessas provas. Obviamente tudo com autorização da justiça, senão foge àquilo que prevê o devido processo legal. Vamos aguardar o que vai dar isso tudo.”

Entenda investigação

Os mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF atendem a um pedido da PGR e tem como objetivo apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, por meio das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes.

No Rio, a PF fez buscas em dois endereços ligados ao deputado federal Otoni de Paula: no Anil e na Barra da Tijuca, na zona oeste. O gabinete do político, em Brasília, também foi alvo dos agentes.

Também foram visitados pela PF quatro endereços ligados ao cantor Sérgio Reis. Os mandados expedidos por Moraes são cumpridos no Distrito Federal, além dos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará e Paraná.

Nesta semana, Sérgio Reis virou alvo de um inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal após vir a público um vídeo em que o sertanejo convocava caminhoneiros para um protesto contra o STF.

Otoni de Paula já havia sido denunciado pela PGR em 2020 pelos crimes de difamação, injúria e coação. Isso porque em junho e julho daquele ano o deputado fez transmissões ao vivo pela internet nas quais imputou, por cinco vezes, fatos afrontosos à reputação do ministro Alexandre de Moraes.

 

Fonte: CNN

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