Discurso de Bolsonaro para 7 de setembro é imprevisível até para aliados

Às vésperas dos atos políticos em torno do feriado da Independência do Brasil – que acontecerão com a presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Brasília e em São Paulo – nesta terça-feira (7), o clima ainda é de incertezas em relação à postura a ser adotada pelo presidente, segundo os analistas de economia e política da CNN Raquel Landim e Caio Junqueira.

Bolsonaro assinou uma Medida Provisória (MP) nesta segunda-feira (6) que altera o Marco Civil da internet (MCI), e o ato já sinaliza o início de uma manifestação para o 7 de setembro, aponta Caio Junqueira.

Do outro lado, o Supremo Tribunal Federal (STF), principal “personagem” na crise institucional com o Palácio do Planalto, autoriza a Polícia Federal a cumprir mandados de prisão, busca e apreensão a suspeitos de divulgarem “mensagens, agressões e ameaças contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, em especial o Supremo Tribunal Federal, a justificar a imposição”.

Caio Junqueira destaca que, um dia antes das manifestações, houve movimentação das duas principais peças do tabuleiro político, de um lado Jair Bolsonaro e do outro o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A analista Raquel Landim afirma que a MP foi um aceno político que dificilmente se sustenta, pois, a expectativa é de que haja uma decisão monocromática para derrubar a medida, que é considerada inconstitucional. A lei é muito clara, a liberdade de expressão é garantida pela Constituição e quem arbitra é o Judiciário, destaca Landim.

A expectativa sobre o discurso a ser adotado por Bolsonaro nos manifestos ainda é imprevisível até para os aliados do presidente, segundo Caio Junqueira.

O analista afirma que Bolsonaro tem sido aconselhado a adotar um tom mais moderado no discurso, pondo fim aos ataques ao STF e à incitação da crise institucional. Entretanto, Caio Junqueira ainda aposta em um tom “inflamado” pelos apoiadores bolsonaristas, principalmente em São Paulo, que concentrará a manifestação na avenida Paulista.

 

Fonte: CNN

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