Tarcísio confirma áudio de Bolsonaro a caminhoneiros: “não podemos tentar resolver um problema criando outro”

Em vídeo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, confirma a veracidade do áudio do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), enviado para os caminhoneiros na noite desta quarta-feira (8).

Na mensagem de voz, o presidente diz aos manifestantes que os bloqueios atrapalham a economia, pois provocam desabastecimentos, inflação e prejudicam a todos, em especial os mais pobres. O presidente afirma ainda que os caminhoneiros são aliados, e pede então para que liberem as estradas bloqueadas.

Segundo o ministro, o áudio “mostra a preocupação do presidente com a paralisação”. “Essa paralisação ia agravar efeitos da economia, inflação, impactar os mais pobres e mais vulneráveis. Nós já temos hoje um efeito nos preços dos produtos em função da pandemia”, reforçando o que disse Bolsonaro no áudio.

Tarcísio de Freitas segue dizendo que é uma preocupação de todos a melhoria da situação do país e com a resolução de problemas graves. “Mas a gente não pode tentar resolver um problema criando outro, principalmente os mais vulneráveis. Daí a preocupação do presidente da república.”

O ministro finaliza dizendo que pede a todos que escutem o presidente. “Que a gente tenha serenidade para pavimentar um futuro melhor. O presidente no áudio mesmo fala que a solução do problema vai se dar através do diálogo com as autoridades. Então vamos confiar nessa condição, no diálogo e vamos em frente.”

Bloqueios

Na noite desta quarta-feira, a Polícia Rodoviária Federal contabilizava bloqueios parciais de estradas em 16 estados.

Segundo o último boletim da PRF e do Ministério da Infraestrutura, 117 ocorrências com concentração de populares e e tentativas de bloqueio já foram identificadas e neutralizadas.

Um primeiro comunicado do ministério afirmava que as manifestações seriam finalizadas até às 0h desta quinta-feira (9). Mas a informação foi retirada pela pasta, que agora diz que não há como prever.

A pasta ainda destacou em nota que “a disseminação de vídeos e fotos por meio de redes sociais não necessariamente reflete o estado atual da malha rodoviária.”

 

Fonte: CNN

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