Falso advogado acusado de estelionato sentimental é preso pela polícia do DF

Um homem de 51 anos foi preso, na última quinta-feira, por policiais da 31ª DP (Planaltina) acusado de se passar por advogado para praticar o estelionato sentimental. Uma das vítimas foi uma mulher que namorou o suspeito e foi pedida em casamento por ele. Dela e de seus parentes, o homem levou R$ 16 mil. Ele foi localizado no bairro Jardim Paquetá, em Planaltina, e, segundo os policiais, disse ao ser preso: “Não me dão oportunidade, então, eu ganho muito, muito dinheiro com estelionato”.

A investigação sobre o acusado começou em 26 de março deste ano, quando os policiais localizaram a vítima. Ela contou que o homem se aproximou dela apresentando-se como advogado. Os dois começaram a namorar e, assim, o suspeito teve contato com parentes da vítima, em festas familiares, e com amigos. O homem dizia querer casar com a mulher. Mas acabou fugindo com o dinheiro da família.

 

Ao identificar o acusado, os policiais descobriram que ele é uma pessoa perigosa, envolvida com crimes de extorsão desde 2008 — inclusive um sequestro-relâmpago em 2009. De acordo com os agentes, o suspeito já praticou outros estelionatos. Nos sentimentais, ele se aproximava das vítimas e ganhava a confiança dela para pedir que fizessem empréstimos e pegava o dinheiro, sumindo em seguida.

 

Ameaças de divulgar vídeos íntimos

Ainda segundo os investigadores, o acusado também responde por uso de documento falso, extorsão para que vítimas não tivessem vídeos íntimos não fossem divulgados e pedido de recompensa para a devolução de veículos furtados e roubados, além de outros golpes. Contra o suspeito havia um mandado de prisão em aberto pela Justiça de Goiás.

 

Os policiais localizaram ainda postagens em redes sociais com relatos de mulheres vítimas do acusado, todas moradoras de Planaltina. Na casa do suspeito, foram encontrados carteira e broches oficiais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); documentos relacionados às vitimas que registraram ocorrência na 31ª DP; fotografias de mulheres seminuas, acompanhadas de cartas exigindo dinheiro para que vídeos íntimos não fossem divulgados; imagens capturadas em redes sociais com dados pessoais e fotos de veículos furtados.

A Polícia Civil divulgou fotos do suspeito e pede que as vítimas dele procurem a delegacia.

 

Fonte: Direito News

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