Caminhoneiros prometem greve nacional de 15 dias a partir de segunda (1º/11) e dizem estar mais organizados do que em 2018; veja o que se sabe

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O Brasil ainda vive à sombra do medo de uma greve de caminhoneiros como aquela que aconteceu em 2018 e que provocou paralisação de praticamente todos os setores econômicos durante duas semanas. Apesar de, desde então, nunca ter havido uma segunda edição de movimento paradista tão forte quanto aquele, alguns segmentos da categoria já tentaram algumas vezes parar o Brasil novamente. Agora, com sucessivas altas nos preços dos combustíveis, especialmente do diesel, alguns grupos de caminhoneiros prometem parar durante 15 dias, a partir da próxima segunda-feira (1º).

A greve é convocada por associações de motoristas de caminhão, como, por exemplo, a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava). “O que posso te garantir é o seguinte: estamos muito mais organizados do que em 2018”, disse o presidente da Abrava, Wallace Landim, o Chorão, um dos organizadores da manifestação de 2018, em entrevista ao portal Poder 360.

Recentemente, no último dia 16 de outubro, associações se reuniram no Rio de Janeiro e garantiram a paralisação. “Ficamos muito tristes, porque a gente vem há mais de 3 anos conversando com o governo, com várias reuniões, e até agora não saiu do papel”, acrescentou Landim, que chama de “esmola” o auxílio de R$ 400 para a categoria.

“Quando recebemos essa notícia do auxílio combustível dos R$ 400, achamos que foi como se fosse uma piada. Acho que o presidente não está sendo bem assessorado ou não conhece o sistema de transporte. Estamos falando de um transportador autônomo que tem um faturamento de R$ 28 mil a R$ 30 mil dependendo do segmento, da quantidade de eixo, da capacidade de carga. A gente realmente não tem necessidade. A categoria achou que a gente não precisa de esmola. E realmente a gente não precisa. A gente precisa de dignidade”, comentou.

Fonte: Rádio Jornal.

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