O desabafo de Lissauer e o recado de Alexandre Morais

Presidente da Assembleia Legislativa disse que Caiado prestigia adversários em detrimento de aliados de primeira hora, já o ministro Alexandre Morais, do Supremo Tribunal Federal (que assume a presidência do TSE no ano que vem) deu um recado claro para o gabinete de ódio: quem divulgar fake news nas eleições de 2022 será cassado.

 

Marcus Vinícius de Faria Felipe
A semana vai se encerrando com dois recados importantes. Quem tem ouvidos que ouça, já dizia o Mestre.
O primeiro “toque” foi dado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSB):
“Não tenho relacionamento político com Daniel Vilela. Não quero ter relacionamento político com ele. Não acredito nas ações dele. Não acredito na forma de ele fazer politica”, enfatiza Lissauer em entrevista publicada hoje pelo jornal O Popular.

Lissauer manifesta de maneira clara sua discordância da aliança do governador Ronaldo Caiado (MDB) como MDB:

“O governador tomou uma decisão que tem que ser respeitada, mas uma decisão que não foi conversada com seus companheiros de primeira hora”, aponta. Mais a frente ele completa: “Não faço política ao lado do MDB. Não acredito na proposta do MDB”

Lissauer verbaliza aquilo que muitos companheiros de primeira hora tem dito apenas em conversas reservadas: o sentimento de que no poder Caiado prestigia adversários e deixa de fora aqueles que carregaram o piano nas eleições.
Lissauer deve trocar o PSB pelo PSD, partido que já tem como candidato ao senado ex-ministro Henrique Meirelles.

Embora o PSD esteja conversando com Caiado ainda não bateu o martelo sobre o apoio à reeleição do governador. No plano nacional, o partido lançou como candidato à presidente da República o senador Rodrigo Pacheco (que deixou o DEM e se filiou à legenda), mas há quem diga que o projeto do presidente da sigla, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, é compor chapa com o ex-presidente Lula, tendo Pacheco na vice.
Assim, entre a fala de Lissauer e o apoio do seu futuro partido a Caiado ainda tem um longo caminho.

Fonte: Onze de Maio.

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