Menino de 8 anos é o brasileiro mais novo a ser aceito em clube internacional de pessoas com alto QI

A mãe de Gustavo conversa com o menino e diz: “você não é melhor do que ninguém, tá bom? Nunca se esqueça disso”.

É que, aos 8 anos, ele toca violão, guitarra, teclado, ukelele e baixo, ainda se arrisca em bateria e gaita, sabe praticamente todas as músicas dos Beatles, instala sistemas operacionais em computadores… e é o brasileiro mais jovem a fazer parte da Mensa, uma sociedade internacional de pessoas com alto quociente de inteligência (QI). Praticamente um “clube de gênios”.

A criança ainda está no ensino fundamental de uma escola particular de São Paulo, mas já tem até a promessa de uma bolsa de estudos na Logos University International (Unilogos), nos Estados Unidos.

Gustavo nem sempre pareceu ser acima da média

A mãe de Gustavo, Luciane Saldanha, conta que nunca havia desconfiado de qualquer excepcionalidade na inteligência do filho. Quando bebê, ele demorou mais do que a média para aprender a falar: só pronunciou as primeiras palavras quase aos 3 anos.

“A gente só percebia que ele era mais inquieto e curioso. Na brinquedoteca, queria mexer na TV ou no interfone. Tinha interesses diferentes, mas nada que, para a família, fosse sinal de inteligência superior”, conta a mãe.

O que fazer a partir da descoberta do alto QI?

Diante desse resultado, a escola de Gustavo foi orientada a oferecer a ele um foco maior em suas habilidades, com mais horas de aulas de música e de contato com a tecnologia.

O desempenho do menino também chamou a atenção do neurocientista Fabiano de Abreu, membro do “clube de gênios”.

“A Mensa Brasil não aceita crianças, então, recomendei aos pais do Gustavo que submetessem a candidatura do filho à Mensa International”, conta o especialista.

Para ser aprovado, é preciso demonstrar o percentil mínimo de 98 na avaliação WAIS III. Até então, Laura Buchelle, de 9 anos, era a criança brasileira mais nova a conseguir atingir essa marca e entrar para a “irmandade”.

Gustavo, aos 8, também foi aceito e ainda bateu o recorde da menina: tornou-se o “caçulinha” do Brasil no clube de alta inteligência.

Agora, ele pode participar de encontros com pessoas que tenham interesses parecidos com os dele.

“São crianças fantásticas, que fazem o que muitos adultos não conseguem fazer”, diz Abreu.

O neurocientista está amparando a família de Gustavo e prestando consultoria para que o menino consiga bolsas de estudo no exterior.

Fonte: Portal G1.

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