Avanço da pandemia faz estados brasileiros voltarem a ter medidas restritivas

Com o aumento no número de infectados por Coronavírus (Covid-19), provocado pela variante Ômicron, estados brasileiros passaram a retomar medidas restritivas para evitar aglomerações e tentar conter a curva de crescimento. Não é o caso de Goiás, mas, por aqui, duas cidades já assinaram decreto com regras que visam impedir a proliferação da doença nos municípios. A Cidade de Goiás adotou toque de recolher e Senador Canedo, que, entre outras medidas, reduziu para 70% a capacidade de ocupação de hotéis e pousadas.

Em âmbito nacional, as novas regras restritivas alteram o cenário de flexibilização que ganhou força a partir do último trimestre do ano passado. No Piauí, o horário de funcionamento para comércios vai até às 18 horas, já para os shoppings centers até às 22h. A norma estipula regras para atividades em locais públicos abertos, como parques, praças e praias. Eventos abertos e teatros podem funcionar com 50%

Em Pernambuco, a partir desta sexta-feira, 14, passam a valer novas regras, válidas inicialmente até o dia 31 de janeiro em estabelecimentos comerciais, onde serão exigidos o passaporte vacinal com duas doses. Na Bahia, o governo anunciou o limite de 3 mil pessoas para eventos, incluindo jogos de futebol, desde que faça uso de máscara facial.

No Ceará, o decreto fixa novas regras para encontros, tais como eventos em geral, os quais foram restritos ao limite de 500 pessoas em situações abertas e 250 em locais fechados. As novas exigências valem por 30 dias.

Enquanto isso no Maranhão, o governo editou decreto retomando a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados. A regra já existia , mas apenas para os municípios que tivessem menos de 70% da população completamente vacinada.

No Amazonas, o novo decreto proíbe a realização de eventos com vendas de ingressos. Os encontros privados como casamentos, aniversários e outros tipos de encontro, ficam limitados a 50% da capacidade do local e a 200 pessoas. As multas em caso de descumprimento poderão variar de R$ 50 a R$ 500 mil.

No Amapá não é diferente. Eventos em boates e casas de shows devem seguir protocolos como respeito a 50% da capacidade dos locais, exigências de passaporte vacinal e mesas a pelo menos 1 metro de distância. Em São Paulo, o tradicional carnaval paulistano foi cancelado, e o limite de frequentadores em eventos esportivos está limitado a 70%

Em decreto publicado nesta quarta-feira, 12, o governo do Distrito Federal proibiu eventos com cobranças de ingresso, incluindo shows, festivais e encontros realizados em casas de festas ou estabelecimentos parecidos. O DF também já havia cancelado o carnaval deste ano.

Fonte: Jornal Opção
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