UFG adia ampliação das aulas presenciais devido ao aumento de casos de Covid-19 e gripe em Goiás

A Universidade Federal de Goiás (UFG) adiou a ampliação das aulas presenciais devido ao aumento nos casos de Covid-19, gripe e dengue no estado. Inicialmente, mais atividades voltariam a se presenciais a partir da próxima segunda-feira (17), mas a nova data passou a ser dia 31 de janeiro.

A medida foi anunciada na última quarta-feira (12). No documento, a reitoria afirma que o grupo de trabalho de saúde da universidade levou em consideração “o crescente aumento de casos diagnosticados de Covid” no estado, “a alta taxa de transmissão da variante ômicron que requer ênfase nas medidas protetivas”, “o surto de influenza H3N2, ainda sem cobertura vacinal”, o aumento de casos de dengue e Chikungunya, além da sobrecarga do sistema de saúde.

Com isso, a ampliação das atividades presenciais foi adiada por mais 14 dias, contados a partir do dia 17 de janeiro, quando estava previsto o retorno. No entanto, as aulas que já estavam acontecendo de maneira presencial desde o segundo semestre do ano passado, continuarão da mesma forma.

Comprovante de vacina

Para o retorno, a UFG está prevendo cobrar o comprovante de vacinação de todos os alunos e funcionários da instituição, além das pessoas de fora da comunidade acadêmica que forem às áreas da universidade.

Porém, a questão ainda está sendo debatida judicialmente. O Ministério da Educação (MEC) orientou que as universidades não cobrem o comprovante de vacina na volta às aulas.

No dia 26 de novembro de 2021, a universidade divulgou a notícia de que o Conselho Universitário da UFG aprovou a exigência do passaporte vacinal para circulação de professores, técnicos-administrativos, estudantes e visitantes na instituição.

Com a alegação de que a decisão da instituição estaria “violando a liberdade constitucional de ir, vir e permanecer”, a Defensoria Pública da União entrou com o pedido na Justiça Federal para proibir a obrigatoriedade do comprovante vacinal.

No dia 17 de dezembro, o juiz Jesus Crisóstomo de Almeida, da 2ª Vara Federal de Goiânia, negou o pedido. Para ele, “a exigência do passaporte de vacinação para Covid-19 para ter acesso às dependências da UFG envolve medida necessária para resguardar a saúde da comunidade universitária”.

No dia 23 de dezembro, a Justiça Federal aceitou o recurso da defensoria e suspendeu a exigência do certificado na UFG.

A desembargadora Ângela Catã disse que a resolução do Conselho Universitário “fere o princípio da hierarquia das normas, bem como ofende o direito constitucional à liberdade de locomoção, o que torna ilegal o ato praticado”.

A universidade recorreu da decisão. O g1 encontrou em contato neste domingo (16) questionando se a cobrança do passaporte vacinal será feita já a partir do dia 31, quando as atividades presenciais serão ampliadas, mas não teve retorno até a última atualização dessa reportagem.

Fonte: Portal G1.

print