Goiás tem oito pré-candidatos ao governo do Estado

Após a longa novela de filiação partidária, encerrada no início deste mês, o cenário de pré-candidatos ao governo de Goiás começa a ser desenhado com mais clareza. Até o momento, o Estado possui, ao menos, oito pré-candidatos que querem ser o próximo governador de Goiás. Com um nome ainda indeciso sobre a escolha e com apenas uma mulher no pleito, Goiás está entre as unidades federativas com maior número de postulantes ao cargo.

Entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, os partidos podem realizar convenções partidárias para deliberação sobre coligações e, de fato, lançarem as suas chapas, de forma oficial. Legendas, federações e coligações têm até 15 de agosto para solicitar o registro de candidatura dos escolhidos. Um dia depois, os candidatos poderão iniciar a realização de comícios, distribuição de material gráfico, caminhadas ou propagandas na internet.

Dentre o leque de escolha, tem Ronaldo Caiado (União Brasil), Gustavo Mendanha (Patriota), Vítor Hugo (PL), José Eliton (PSB), Wolmir Amado (PT), Edigar Diniz (Novo), Helga Martins (PCB), Weslei Garcia (Psol) e a expectativa de que o tucano, Marconi Perillo (PSDB), disponibilize seu nome ao pleito.

Até alguns dias atrás, era esperado que Marconi caminhasse ao lado de Mendanha, entretanto, a possibilidade foi minada, visto que a direção do Patriota veta qualquer aliança com o tucano.

Conheça o perfil de cada um

Ronaldo Caiado

O atual governador de Goiás conta com nove partidos para dar sustentação ao seu projeto eleitoral, possibilitando que saia na frente com o maior tempo de propaganda eleitoral. Ao seu lado, além do próprio União Brasil, está o MDB, de Daniel Vilela, Solidariedade, PRTB, PSC, Avante, PV, Podemos e PTB.

Gustavo Mendanha

A indefinição de Mendanha lhe rendeu um partido nanico, o Patriota. Em suas mãos, já passou o PSD, PL, Progressistas e Republicanos, entretanto, nenhum foi para frente. Filiado nos últimos dias da janela partidária, conseguiu o apoio apenas do PTC e DC.

Major Vítor Hugo

O retrato do bolsonarismo em Goiás, o fiel apoiador do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), é a carta na manga da direita conservadora em Goiás. Vítor Hugo brigou pelo apoio do PL, visto que, até então, havia sido declarado pelos dirigentes da sigla em Goiás, Flávio Canedo e Magda Mofatto, sendo de Mendanha, independente de escolha partidária.

Na Câmara dos Deputados, Vítor Hugo é lider do Governo e chegou a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em 2018, conseguiu se eleger sendo “mochilado” pelo deputado federal Delegado Waldir Soares (União Brasil).

José Eliton

O ex-presidente tucano é advogado e fazendeiro. Em 2018, quando era governador de Goiás, concorreu a reeleição e alcançou apenas 13% das intenções de voto, ficando atrás de Caiado (com 59%) e Daniela Vilela (16%).

Wolmir Amado

O petista, ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), tenta se eleger em um estado que, desde 1982, quando foram restauradas as eleições diretas,  acumula derrotas no Estado. É esperado que o partido faça uma composição com o PSB para a criação de uma frente ampla de oposição.

Edigar Diniz

Pela primeira vez, o Novo lançou um pré-candidato ao Governo de Goiás. Diniz é formado em Ciências da Computação, mestre em Engenharia de Software e pós-graduado em Docência Universitária. Fundador e CEO da empresa Otimize-TI, o empresário é membro do conselho da Associação Guardiões do Amor Maior, movimento que realiza ações sociais voluntárias.

Helga Martins

A única mulher na disputa é professora do curso de Direito na Universidade Federal de Jataí (UFJ). Essa é a quinta vez que o Partido Comunista Brasileiro lança pré-candidatura ao governo.

 

Fonte: Jornal Opção.

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