Após dois anos de atraso, Complexo Viário Jamel Cecílio é inaugurado

Com a obra iniciada no final do ano de 2019, e entrega prevista para o final do ano de 2020, a prefeitura de Goiânia levou pouco mais de 2 anos para entregar o Complexo Viário da Avenida Jamel Cecílio, no Jardim Goiás. Avaliada em R$ 26 milhões, a estrutura teve um custo final de R$ 32,5 milhões. No local, mais de 200 mil veículos circulam por dia.

A estrutura leva o nome do cantor sertanejo Leandro, que fazia dupla com o irmão Leonardo e que faleceu em decorrência de um câncer, em 1998. A obra é a primeira de grande complexidade com entrega prevista para o mês de maio. O projeto é dividido em três níveis: o viaduto na Avenida Deputado Jamel Cecílio, liberado para o tráfego de veículos em dezembro de 2020, a rotatória no nível da Alameda Leopoldo de Bulhões e a trincheira da Marginal Botafogo.

O Secretário Municipal de Infraestrutura (Seinfra), Everton Schmaltz, ressalta a importância do complexo vai além da fluidez de trânsito, uma vez que se trata de uma obra-eixo. “O projeto não apenas liga duas regiões, mas fornece resultados viários aos dois eixos principais da capital, isto é, Norte-Sul e Leste-Oeste”, afirma.

Schmaltz pontuou que os benefícios então se estendem tanto aos bairros vizinhos quanto aos mais distantes. “Além da mobilidade, as obras do complexo trouxeram benefícios ao meio ambiente. O Córrego Botafogo foi despoluído, uma vez que houve a implantação do sistema coletor de esgoto. Também foram plantados 2,3 mil metros quadrados de grama e mudas de espécies nativas”, ressalta o secretário.

O Secretário da Secretaria Municipal de Mobilidade (SMM), Horácio Mello, salientou que as ações da Prefeitura conseguem quebrar o paradigma de que obras são apenas para os carros. “Sabemos que complexos como o da Jamel Cecílio são estruturantes e vêm para otimizar o trânsito. Porém, destacamos que, nelas, são executadas intervenções que garantem acessibilidade a ciclistas e pedestres, com toda segurança, desde a inauguração”, afirma.

Mello ressalta que este é um projeto que segue diretrizes de respeito ao contribuinte, ao meio ambiente, e de bem-estar do pedestre. “A obra vai transformar para melhor o trânsito em Goiânia, em especial nas regiões Sul e Leste. Importante também a valorização do comércio e dos imóveis residenciais na região a partir de agora”, pontua.

O prefeito Rogério Cruz disse, durante a inauguração, que a obra vai transformar para melhor o trânsito em Goiânia, em especial nas regiões Sul e Leste. “A Capital cresce em ritmo exponencial, o que exige o acompanhamento da mobilidade, por isso, a importância desse projeto, que trará fluidez ao trânsito”, afirma.

Cruz salientou que, além de interligar com eficiência importantes regiões da cidade, o Complexo Viário Jamel Cecílio “valorizará os imóveis residenciais e comércios dos bairros próximos”

Acesso ao trânsito

As obras do Complexo Viário Jamel Cecílio começaram em setembro de 2019, durante a gestão de Iris Rezende, e mediante a entrega, darão fluidez ao trânsito que segue em direção à BR-153, GO-020 e condomínios residenciais do Jardim Goiás e vai fluir com mais tranquilidade. Por se tratar de uma via rápida, o tráfego da Marginal seguirá sem interferência semafórica da Avenida Goiás, no Setor Crimeia Oeste, até a Avenida 2ª Radial, no Setor Pedro Ludovico, e vice-versa.

O motorista que desce pela Alameda Leopoldo de Bulhões poderá acessar o Jardim Goiás pela direita, o Setor Sul pela esquerda, a Marginal Botafogo pelos dois lados, ou voltar para a Alameda, caso queira fazer o retorno.

No nível intermediário, há 1,1 mil metros quadrados de calçadas acessíveis para que pedestres e pessoas com deficiência se locomovam com segurança. O complexo é todo sinalizado, com placas de trânsito e faixas de pedestre.

Atraso e preço

De acordo com a prefeitura de Goiânia, o atraso da obra se deve a inúmeros fatores, como a troca de gestão no início de 2021, a pandemia de Covid-19 e ao período de chuva. E o valor maior que o previsto, é justificado pelo aumento dos preços que atinge o setor de engenharia.

Drenagem e meio ambiente

O complexo é dotado de nova rede de drenagem, com mais de 300 metros de comprimento, além de 28 bocas de lobo e duas grelhas, cujas dimensões são de dez metros de comprimento por 0,8m de largura, também utilizadas para captação e escoamento de água pluvial.

O trecho do canal da Marginal Botafogo que passa pelo complexo tem 10 metros de largura e 284 metros de comprimento, com altura de três metros. Foi feita a canalização do córrego nos cruzamentos com as avenidas Jamel Cecílio e 2ª Radial, contenção das margens em diversos locais com estrutura de gabião e implantação de dissipadores de energia nos pontos de deságue dos ramais projetados.

Deve-se destacar que o Córrego Botafogo foi despoluído, uma vez que houve a implantação do sistema coletor de esgoto. Para deixar o espaço ainda mais bonito e verde, foram plantados 2,3 mil m² de grama e mudas de espécies nativas.

Construção do complexo

Para construção do viaduto, os operários utilizam 36 vigas de concreto, que pesam 36 toneladas cada e têm 30, 34 ou 38 metros de comprimento. O próprio viaduto tem 192 metros de comprimento e 282 metros no total, incluindo as duas rampas dos encabeçamentos, 13,8 metros de largura. São duas pistas de 6,5 metros, que contém quatro faixas de rolamento e guarda-rodas com 0,4 metro.

O diâmetro interno da rotatória mede 27,9 metros, e o externo, 40,6 metros. A trincheira tem 200 metros de comprimento e 8,5 metros de largura em cada sentido, com 4,5 metros de altura em relação à estrutura da rotatória. Em toda a obra foram utilizados 5,5 mil metros cúbicos de concreto e 580 toneladas de aço.

Na última etapa do projeto, que compreende a construção da rotatória no nível da Alameda Leopoldo de Bulhões e da trincheira da Marginal Botafogo, foram utilizadas 572,7 toneladas de massa asfáltica. São 32 postes de iluminação, 80 luminárias, 5,6 mil metros de cabos elétricos e 1,5 mil metros de eletroduto.

Fonte: O Hoje

print