Saúde confirma 4º caso de varíola dos macacos em três Estados no Brasil

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio) confirmou nesta terça-feira (15/6) o primeiro caso da varíola dos macacos (monkeypox) na cidade. Esse é o 4º caso registrado no Brasil em três Estados. A vítima é um brasileiro, de 38 anos, mas que mora em Londres, na Inglaterra. Ele chegou ao Brasil no sábado (11) e, no dia seguinte, procurou atendimento médico no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz).

As amostras clínicas foram encaminhadas ao Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que é referência nacional. O resultado positivo para a doença foi liberado na segunda-feira (14).

“Ele está com sintomas leves, em isolamento domiciliar e sob o monitoramento da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS-Rio). Todos os seus cinco contactantes estão em investigação para orientações e monitoramento”, informou a secretaria.

Acrescentou, ainda, que a SVS-Rio mantém vigilância ativa para detecção oportuna de casos da doença no Rio. A Superintendência de Vigilância “também está monitorando o cenário epidemiológico nacional e internacional mantendo as unidades de saúde informadas e orientadas para vigilância, alerta e resposta a eventos de saúde pública”, finalizou.

Casos pelo mundo

 

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou quatro casos confirmados, sendo dois em São Paulo, um no Rio Grande do Sul e outro no Rio de Janeiro.

O primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil foi confirmado na última quarta-feira (8) na cidade de São Paulo. O paciente é um homem de 41 anos que viajou à Espanha, e está em isolamento no Hospital Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital. A Secretaria de Saúde Municipal afirmou em nota que “no momento, o Centro de Vigilância Epidemiológico (CVE) estadual e a prefeitura de São Paulo investigam um paciente para descartar qualquer hipótese da doença”.

Até o fim de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia registrado mais de 300 casos confirmados ou suspeitos da varíola do macaco em 23 países onde o vírus não é endêmico. Não houve mortes relatadas.

A OMS disse que a varíola do macaco traz um “risco moderado” para a saúde pública mundial depois que casos foram relatados em países onde a doença não é endêmica. A organização ainda acrescentou que não há recomendação de uso de vacina da varíola para casos de varíola do macaco.

Sintomas e transmissão

 

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.

A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS) de Preparação Global para Riscos Infecciosos, Sylvie Briand, afirmou que é prioridade conter a varíola dos macacos em países não endêmicos, o que pode ser alcançado por meio de ações rápidas.

A doença pode ser transmitida por meio de gotículas respiratórias, fluídos corporais ou uso de material contaminado, como por exemplo, alicates e roupas de cama. De animais para pessoas, é mais comum através de arranhões, mordidas ou ingestão de carne selvagem. Casos registrados neste ano, deixaram um alerta na transmissão sexual, mas a situação ainda está sobre análise.

Fonte: O Hoje

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