Maior operação de combate a escravidão do país liberta 91 trabalhadores em Goiás

A Polícia Federal (PF) resgatou 337 pessoas em 15 estados durante a deflagração de megaoperação contra o trabalho escravo. Desse total, 91 trabalhadores em situação análoga à escravidão foram libertadas em Goiás. Estado com maior número seguindo Minas Gerais, 78, Acre, 37 e Rondônia, 27. Os agentes cumpriram 105 ações de fiscalização, envolvendo 50 equipes em pelo menos 65 municípios de 23 unidades da federação.

Do total de resgatados, cinco eram crianças e adolescentes e seis trabalhadoras domésticas, sendo uma delas, no serviço desde os nove anos. Segundo a corporação, os números podem subir, porque a operação segue em andamento. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 28.

Chamado de “Operação Resgate 2”, a primeira fase foi desencadeada no dia 4 de julho. Naquela data, foram reunidos mais de 100 auditores fiscais da Inspeção do Trabalho, 44 procuradores do Ministério Público do Trabalho, dez procuradores do Ministério Público Federal, 150 agentes da Polícia Federal e 80 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e 12 defensores da Defensoria Pública da União (DPU).

A operação da PF está sendo considerada a maior ação das autoridades para o combate ao crime de escravidão na história do país, considerando a estrutura e abrangência. No entanto, por números cabe lembrar que em 2007 1.064 foram libertados em uma fazenda de cana em Ulianópolis, no Pará.

Em relação ao número de ações de fiscalização, Minas Gerais teve 21, Bahia, 11, Espírito Santo, 9, Goiás, 8, e Mato Grosso do Sul, 7. Os trabalhadores foram resgatados no Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Para, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Sul e São Paulo. Apenas não houve ações de fiscalização nos Estados do Amapá, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.

“Houve resgate nas cinco regiões do país, demonstrando que o trabalho escravo ainda é uma realidade presente infelizmente em todo o território nacional”, lamentou o procurador Italvar Medina, vice-coordenador de erradicação do trabalho escravo do Ministério Público do Trabalho (MPT). A partir de 1995, quando Brasil reconhece para a Organizações Nações Unidas (ONU) a persistência de trabalho escravo, mais de 58 mil pessoas foram resgatadas por grupos de fiscalização.

 

Fonte: Jornal Opção.

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