EUA e China mandam veículos de guerra a Taiwan antes de visita de Pelosi

Os Estados Unidos enviaram quatro navios de guerra, incluindo um porta-aviões, para águas na região leste de Taiwan, em momento que antecede a visita da presidente da Câmara dos Deputados norte-americana, Nancy Pelosi, à ilha. Além das embarcações americanas, a ilha também foi sobrevoada por aviões de guerra chineses, que foram avistados perto da linha mediana que divide o Estreito de Taiwan, segundo a agência Reuters.

A tensão ocorre em meio ao anúncio da visita de Pelosi, crítica de longa data da China, a Taiwan nesta terça-feira, 2. Em resposta, autoridades chinesas alertaram que os EUA pagarão o preço se Pelosi desembarcar em Taipé. “Os Estados Unidos carregarão a responsabilidade e pagarão o preço por minar a soberania e a segurança da China”, disse à imprensa a porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying.

A porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, também acusou os norte-americanos e responderam com tom semelhante ao usado pelos EUA, quando comentaram a guerra na Ucrânia, desencadeada por invasão russa. “Washington desestabiliza o mundo. Nem um único conflito solucionado nas últimas décadas, mas muitos provocados”, afirmou Zakharova.

O Ministério da Defesa de Taiwan também se posicionou sobre as movimentações militares nas redondezas, afirmando que enviará forças apropriadamente em reação a “ameaças inimigas”.

Até a noite da última segunda-feira, 1º, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, dizia não saber o que Pelosi planeja fazer na vista a Tawain. Apesar da presidente da Câmara também ser do Partido Democrata – o mesmo do presidente Joe Biden –, a Casa Branca informou que a decisão da viagem é exclusivamente da parlamentar e está ligada a nenhuma ordem do governo.

A última vez em que um oficial dos EUA com o mesmo escalão de poder de Pelosi visitou Taiwan foi em 1992, quando as relações entre chineses e americanos estavam menos turbulentas. Agora, num outro capítulo da geopolítica na região, a China deixa claro que a aproximação dos EUA com a ilha pode ter “consequências”.

 

Fonte: Jornal Opção.

print