Goiânia tem transmissão comunitária da varíola dos macacos, confirma Secretaria

Nesta terça-feira, 2, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) anunciou que a varíola dos macacos tem transmissão comunitária na capital. Até o momento, são 29 casos confirmados da doença, em homens com idades de entre 20 e 47 anos.

Segundo a pasta, a maioria dos pacientes que contraíram a doença viajou para São Paulo, Rio de Janeiro, algum país com transmissão comprovada ou teve contato com pessoas que estiveram nestes lugares. No entanto, há casos sem este histórico, indicando que o vírus tem transmissão comunitária em Goiânia.

“Em virtude da apresentação de pacientes confirmados que não têm histórico de viagem a locais com casos confirmados da doença, bem como contato com tais pessoas, a SMS confirma a transmissão comunitária na capital goiana”, informa a nota.

Em Goiânia, nenhum paciente precisou ser internado por conta da varíola dos macacos (monkeypox). Os casos suspeitos e confirmados são monitorados pelo Centro de Informações Estratégicas e Vigilância em Saúde (Cievs) do município.

Na nota, a SMS afirma que todas as unidades de saúde estão capacitadas para fazer atendimento de casos suspeitos. A pasta orienta que a população busque orientação médica em caso de sinais como febre alta súbita, dor de cabeça, aparecimento de inflamação de linfonodos (ínguas), erupções cutâneas e mal-estar.

A doença é transmitida por contato físico com alguém que tenha sintomas ou contato com lesões, crostas, fluidos corporais, gotículas respiratórias e objetos contaminados, como roupas de cama e talheres.

Cenário em Goiás

Também nesta terça-feira, a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-Goiás) informou que o estado tem 35 casos confirmados. Todos são homens, com até 43 anos de idade.

Além dos 29 casos em Goiânia, existem três em Aparecida. Inhumas, Itaberaí e Luziânia têm um caso cada. Há outros 42 casos suspeitos monitorados pela pasta, sendo 36 na capital, dois em Aparecida, dois em Valparaíso, um em Inhumas e outro em Jaraguá. Até o momento, 24 suspeitas foram descartadas.

 

Fonte: Jornal Opção.

print