Pros fecha acordo com PT e declara apoio a Lula no 1º turno

Em reunião com Alckmin e Mercadante, partido anuncia aliança e retirada de candidatura de influencer

Em articulação antecipada nessa terça-feira pelo Valor PRO, a direção nacional do Pros declarou no início da tarde desta quarta-feira (3) apoio à candidatura deLuiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. Com isso, o comando nacional do Pros vai retirar a candidatura presidencial do influencer Pablo Marçal, que havia sido confirmada em convenção nacional da sigla no domingo (31 de julho).

Os novos dirigentes do Pros convocaram nova convenção nacional, que confirmará o apoio da sigla à chapa Lula-Alckmin, para esta sexta-feira (5).

O acordo foi confirmado ao Valor pelo presidente nacional do Pros, Eurípedes Júnior. Os detalhes foram acertados no início desta tarde, em reunião na Fundação Perseu Abramo, em São Paulo, da qual participaram Eurípedes Júnior, o presidente da instituição e coordenador do programa de governo, Aloizio Mercadante, e o candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB)

O Pros reivindicou a inclusão no programa de governo de uma proposta para socorrer cerca de 66 milhões de brasileiros endividados. O apoio da legenda à chapa Lula-Alckmin será alinhado na maioria dos Estados. Em 2018, o Pros foi o único partido, além do PCdoB, que compôs a coligação nacional com o PT de apoio à candidatura de Fernando Haddad à Presidência.

Segundo integrantes da Executiva do PT, o apoio é simbólico, já que Marçal aparecia com 1% das intenções de voto para presidente segundo o último Datafolha. Entretanto, reforça a movimentação de Lula para ampliar o leque de apoios em torno de sua candidatura, e o esforço para tentar vencer o pleito em primeiro turno, embora esse objetivo seja mais difícil de alcançar. A aliança também pode aumentar o tempo da campanha petista no horário eleitoral.

No domingo, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) restituiu a presidência do Pros a Eurípedes Júnior, fundador da sigla em 2013. Desde março, o partido vinha sendo comandado por Marcus Holanda, em decorrência de uma disputa interna. Foi sob a direção de Marcus Holanda que havia sido construída a candidatura presidencial de Pablo Marçal.

Fonte: Valor Econômico

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