Sem palanque em Mato Grosso, Lula pede a senador Fávaro para concorrer ao governo do estado

Após fechar apoio a um ruralista do PP como o seu candidato ao Senado em Mato Grosso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em busca de um palanque no Estado. Nesta terça-feira (2), ele pediu que o senador Carlos Fávaro (PSD) concorresse ao governo do estado para ter um cabo eleitoral de peso no local em que seu principal adversário, Jair Bolsonaro (PL), tem forte apoio entre representantes do agronegócio e lidera as pesquisas eleitorais.

Fávaro já era o coordenador regional da campanha do petista, mas diz oficialmente que ainda não tem uma decisão tomada sobre o assunto. A três dias do período final das convenções partidárias, apenas o governador Mauro Mendes, do União Brasil, anunciou que será candidato à reeleição. Os principais aliados do PT (PP, PV, PSD e PSB) até chegaram a negociar uma aliança com Mendes, mas desistiram depois que o candidato à reeleição anunciou que se aliaria ao PL, de Bolsonaro. “Nosso palanque é o palanque do ex-presidente Lula”, afirmou Fávaro.

No início de julho, a campanha petista comemorou a aproximação com Neri Geller (PP), um deputado federal da bancada ruralista definido como o candidato de Lula ao Senado. Ele também é primo do ex-ministro da Agricultura e ex-governador Blairo Maggi, que agiu a favor de Lula.

Nacionalmente, o PP está ao lado do presidente Bolsonaro. Suas principais lideranças são o ministro da Casa Civil e senador licenciado, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara, Arthur Lira.

A jornalistas em Cuiabá (MT) nesta terça-feira (2), Geller disse que a definição do PL pela candidatura de Mendes desenhou um novo cenário na política mato-grossense. “Agora, se definiu o jogo. Vamos organizar o nosso time para termos novidades logo. E a novidade é um nome [do nosso grupo] ao Governo”.

Além de Fávaro, outro nome que estava sendo aventado é o de Márcia Pinheiro (PV), mulher do prefeito de Cuiabá, Emmanuel Pinheiro (MDB). Em princípio, Lula não tinha perspectiva de nenhuma visita ao Mato Grosso durante o primeiro turno da campanha. Mas, agora, prevê uma ida ainda em agosto ao Parque Indígena do Xingu, no norte do estado.

Procurado para comentar as articulações locais, o ex-presidente Lula não se manifestou até a conclusão desta reportagem. Já o PP afirma, por meio de nota, que “a sigla não irá fazer coligação com o Partido dos Trabalhadores em nenhum Estado brasileiro”, diante da decisão de apoiar a reeleição de Bolsonaro.

 

Fonte: CNN Brasil.

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