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Ondas de calor devem voltar nos próximos meses, diz meteorologista à CNN

Após a onda de calor que cobriu o Sudeste, Centro-Oeste e partes do Nordeste e Norte, uma frente fria avança pelo Sudeste derrubando temperaturas na região.

Em entrevista à CNN neste domingo (19), o meteorologista da Climatempo Guilherme Borges reforçou a importância da chegada dessa frente fria, para “quebrar o forte ciclo de calor” na região, que estava “sufocante”.

Porém, Borges destaca que o calor forte ainda deve voltar. “A gente deve ter outros cenários de onda de calor daqui para frente”, disse o meteorologista à CNN.

“Esse calorão que a gente viu foi uma onda de calor, que tem por característica deixar as temperaturas 5ºC acima do normal. A gente está caminhando para mais horas de sol, caminhando para o verão. A gente tem um dia maior e, consequentemente, isso aquece mais”, explica Borges.

Com a chegada do período mais quente do ano, o meteorologista reforça que novas ondas de calor podem acontecer ao longo do período.

“Temos a possibilidade de novas ondas de calor, tanto para o próximo mês, tanto para janeiro, quanto para o próximo verão. A gente tem esse cenário de poder ocorrer novas ondas de calor”, pontuou Borges.

Além de um cenário de mudanças climáticas, o meteorologista destacou o impacto do fenômeno El Niño.

O fenômeno tem intensificado eventos climáticos extremos no país, como a seca histórica na região Norte e Nordeste do país, as chuvas na região Sul, o calor no Centro-Oeste e essa instabilidade no Sudeste.

Borges reforça que o El Niño também tem impacto na elevação das temperaturas, deixando elas um pouco acima da média. O fenômeno ainda deve impactar o clima no Brasil ao longo dos próximos meses.

“O pico dele deve ser agora em dezembro, e as projeções colocam que ele deve durar pelo menos até abril, e deve continuar afetando, sim”, explicou o meteorologista.

Seca no Amazonas

Borges explica que o El Niño afeta a região Norte do Brasil com massas de ar mais quentes. Com a soma de outros fatores, o meteorologista conta que a seca deve se estender pelos próximos meses.

“Há um cenário de seca muito severo, com a atuação do El Niño que impacta na região e um Atlântico Norte muito quente que impacta na seca”, explicou Borges.

Apesar das previsões de pancadas de chuva na região, o meteorologista pontua que elas não são suficientes para contornar a situação. “Para acabar com essa seca severa, é necessária uma sequência muito forte de chuvas”, concluiu.

Fonte: CNN

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